IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL PARA A SAUDE MATERNO-INFANTIL: REFLEXÃO TEÓRICA
Palavras-chave:
Pré-natal, Atenção, Primária, Saúde, EnfermagemResumo
O acompanhamento pré-natal envolve um conjunto de ações capazes de prevenir e detectar patologias maternas e fetais precocemente, por meio de consultas periódicas durante a gestação. O início oportuno desse acompanhamento é fundamental para a estratificação de riscos e solicitação de exames capazes de detectar agravos de forma precoce. O acompanhamento pode ser realizado pelo enfermeiro e/ou médico, de maneira contínua, destacando-se que o Ministério da Saúde recomenda a realização de, no mínimo, seis consultas durante a gestação de risco habitual. A assistência pré-natal é imprescindível na atenção à saúde das mulheres no período gravídico-puerperal, principalmente no que tange ao acolhimento de qualidade, com escuta ativa e humanizada, a fim de realizar, também, a detecção precoce de patologias e o desenvolvimento de estratégias de educação em saúde e ações preventivas por meio de fluxos e protocolos estabelecidos. Estudos demonstram a existência de falhas na assistência pré-natal, como dificuldades no acesso, início tardio, número inadequado de consultas, realização incompleta dos procedimentos preconizados, falta de vínculo entre os serviços de saúde e gestantes. Além disso, há a falta de comunicação entre os serviços que desenvolvem o acompanhamento pré-natal e aqueles que realizam a assistência ao parto. Objetiva-se, com esse trabalho, descrever reflexão teórica acerca da importância do pré-natal na detecção de agravos à saúde materna, a partir das experiências desenvolvidas na prática do componente curricular Enfermagem no cuidado à saúde da mulher, ofertado pelo curso de Enfermagem da Universidade Federal do Pampa, em uma Estratégia de Saúde da Família da Fronteira Oeste. As práticas envolviam a realização de consultas de pré-natal, as quais ocorreram no mês de junho de 2022, com a presença de uma docente e um grupo de acadêmicos. As consultas iniciavam-se com a escuta atenta das queixas das pacientes, verificação da caderneta de pré-natal e de exames de rotina. Na sequência, realizavam-se os exames gineco obstétricos, solicitação de novos exames e encaminhamentos, se necessário. Dentre as pacientes assistidas nesse período, é válido destacar uma delas, a qual encontrava-se no primeiro trimestre da gestação e apresentou alteração no exame de Anticorpos Anti-Trypanosoma cruzi IgM, conhecida popularmente como a "Doença do Barbeiro". Na ocasião, a gestante mostrou-se surpresa e assustada, manifestando diversas dúvidas sobre a doença. Alegou que não apresentava exames prévios e foi orientada quanto à necessidade de ser encaminhada para a vigilância epidemiológica do município. Segundo estudos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Chagas ainda está presente na comunidade brasileira e pode ser detectada e tratada no pré-natal. A partir dessa vivência, refletiu-se sobre a importância do pré-natal, reconhecendo que a ausência de um acompanhamento adequado e qualificado, além de promover a transmissão vertical e, consequentemente, contribuir para o aumento da prevalência e incidência da doença de Chagas na população, pode gerar consequências agudas e crônicas, como doenças do Trato gastrointestinal (TGI), insuficiências cardíacas, arritmias e tromboembolismo no bebê e na gestante. Desta maneira, evidencia-se a importância do pré-natal na promoção de saúde, permitindo a detecção de patologias e outros agravos de saúde, que podem comprometer o bem estar materno e fetal. Ainda destaca-se que a realização das atividades práticas, no contexto da atenção primária à saúde, permitiu experienciar e perceber a importância do papel do enfermeiro no cuidado pré-natal, assegurando o desenvolvimento da gestação e desfechos positivos para mãe e bebê.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL PARA A SAUDE MATERNO-INFANTIL: REFLEXÃO TEÓRICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116162. Acesso em: 20 abr. 2026.