ADAPTAÇÃO DA RESPIRAÇÃO DOS PEIXES
Palavras-chave:
Peixe, Brânquias, OxigênioResumo
Maria Eduarda Kreuning Fantinel, discente de graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana Maria Eduarda Avila, discente de graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana Fabricio Mozzaquatro, docente, Universidade Federal do Pampa mariaeada.aluno@unipampa.edu.br Os peixes apresentam grande diversidade em relação à morfologia e a fisiologia animal habitual. Dentre as suas características, destaca-se a anátomo-fisiologia do seu aparelho respiratório, que é altamente especializado para realizar a extração de oxigênio da água. O objetivo deste estudo é investigar as estratégias adaptativas da respiração em peixes. Nas espécies que possuem ovos grandes, as larvas nascem em um estágio de desenvolvimento avançado, com o sistema respiratório formado, caracterizado pela presença de hemoglobina na circulação sanguínea. Entretanto, na maioria dos peixes, as larvas carecem de respiração cutânea no início de suas vidas, e não possuem hemoglobina circulante. Após o período larval, os peixes sobrevivem a partir da respiração branquial, a anatomia das brânquias varia entre as espécies, de forma geral, são constituídas por quatro arcos branquiais, que são estruturas ósseas responsáveis por fornecer suporte às duas fileiras de filamentos branquiais. Em cada filamento, encontra-se uma artéria filamentosa aferente que se estende ao longo de todo o comprimento, proporcionando segurança para todas as lamelas. As lamelas são estruturas fortemente vascularizadas, constituídas internamente por canais extremamente estreitos, que praticamente possibilitam a passagem de apenas uma única célula sanguínea de cada vez, sendo essa característica crucial para facilitar uma troca eficiente de gases. A área total de respiração depende do comprimento e da quantidade de lamelas, sendo fatores que variam de acordo com os hábitos alimentares, hábitat, comportamento e biologia específica de cada espécie, bem como influências filogenéticas. Em regra, as espécies mais ativas tendem a apresentar um maior número de filamentos por arco branquial, e um aumento no número de lamelas por filamento. O processo de respiração inicia com a circulação do sangue através das brânquias, de forma oposta ao fluxo da água, gerando um mecanismo de fluxo contracorrente. À medida que a água flui sobre as brânquias, ocorre a difusão de oxigênio da água para o sangue, e a liberação do dióxido de carbono do sangue para a água. Para aumentar a eficiência da captação de oxigênio, muitos peixes desenvolveram adaptações mecânicas, que criam um fluxo de água contínuo sobre as brânquias. Aqueles que nadam longas distâncias em altas velocidades, mantêm suas bocas permanentemente abertas como uma estratégia, pois isso permite que a água flua da boca para as brânquias de maneira contínua, aprimorando significativamente as trocas de gases. Já os peixes que nadam em um ritmo mais lento, recorrem a movimentos operculares da boca para escapar de predadores ou realizar exercícios prolongados, podendo optar por manter a boca aberta durante a fuga ou em um período de natação intensa. Apesar disso, quando em repouso ou em um estado de baixa atividade metabólica, muitos peixes captam o oxigênio necessário diretamente da água circundante, apenas com a passagem de água sobre as brânquias, sem a necessidade de outros movimentos ativos. Os peixes de respiração aérea contemplam uma série de estruturas com capacidade de realizar hematose além das brânquias, sendo estes geralmente encontrados em ambientes hipóxicos, ou seja, em locais com baixo nível de oxigênio. Esses animais satisfazem suas necessidades respiratórias através da respiração branquial, caso contrário, os mesmos recorrem à captação de uma parte do oxigênio necessário da atmosfera, caracterizando assim uma forma de respiração aérea facultativa. Essas adaptações trazem benefícios, como: habilidade de explorar áreas com níveis baixos ou inexistentes de oxigênio, a capacidade de se deslocar entre diferentes corpos de água em cenários de escassez de alimentos, também a capacidade de sobrevivência em ambientes densos e úmidos, durante longos períodos de estiagem. Os peixes que realizam a respiração aérea de forma obrigatória, são os das espécies que precisam emergir até a superfície para aspirar o ar atmosférico. Nesse processo, eles capturam uma bolha de ar, a qual contém oxigênio e é absorvida através de estruturas anatômicas como a vesícula gasosa, o intestino, o estômago, o esôfago, entre outras. Ademais, se um peixe de respiração aérea obrigatória é impedido de emergir à superfície aquática para respirar, o mesmo pode acabar vindo a óbito. Sendo assim, pode-se concluir que a adaptação notável à captação de oxigênio da água com brânquias eficientes e outras adaptações morfológicas são cruciais para a diversidade ecológica e a persistência dos peixes em ecossistemas aquáticos.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ADAPTAÇÃO DA RESPIRAÇÃO DOS PEIXES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116094. Acesso em: 18 abr. 2026.