REPRODUÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS

Autores

  • Sandra Birck
  • Ryane Helena Pascuti Trevisan
  • Fabrício Desconsi Mozzaquatro

Palavras-chave:

Comportamentos, reprodutivos, Reptilianas, Aquecimento, Global

Resumo

Os répteis são animais que se reproduzem independentemente da água, alguns colocam ovos, como a tartaruga e o jabuti (ovíparos), já outros desenvolvem os embriões nos ovidutos, tal qual a serpente jararaca (vivíparos), e ainda existem répteis que chocam seus ovos dentro dos ovidutos, como a anaconda, a maior serpente do mundo, um exemplo (oviviparidade). No entanto, os anfíbios, em sua grande maioria, necessitam de água para se reproduzir. O presente trabalho tem como objetivo descrever de forma sucinta a reprodução de répteis e anfíbios, e apresentar a problemática do aquecimento global e a extinção de tartarugas marinhas. Para o desenvolvimento deste trabalho, foram realizadas pesquisas sobre tais animais e problemáticas, a fim de trazer informações relevantes e atualizadas. A reprodução dos répteis é sexuada e pode ocorrer de diferentes formas, um exemplo disso são serpentes fêmeas que armazenam sêmen em determinados compartimentos no trato reprodutivo, e são capazes de efetivar a fecundação até dois anos após o acasalamento. A localização exata desses compartimentos ainda não é bem elucidada pela literatura. Ademais, existem os répteis que possuem dimorfismo sexual, como os lagartos que podem obter diversas cores, ou a crista e papo gular distensível, para conquistar a fêmea. Vale ressaltar que existem vocalizações, sinais táteis, químicos e visuais que são resultados de influência de hormônios para atrair parceiros para a reprodução. Acerca da postura, além do ovo possuir saco vitelínico onde se localiza o embrião, há também o saco amniótico, que é característico de tartarugas, lagartos, cobras, crocodilos, aves e monotremados. A casca dos ovos pode ser coriácea ou calcificada, fornecendo uma proteção mecânica ao embrião, e o vitelo representa o suprimento para o embrião que está em desenvolvimento. Para jacarés, lagartos e tartarugas, o sexo dos filhotes é determinado pela temperatura do ambiente. Sendo assim, deve-se ressaltar a importância dos efeitos do aquecimento global sobre a determinação do sexo de tartarugas marinhas e a ameaça a sobrevivencia das mesmas, uma vez que o dimorfismo sexual acontece dentro do ovo do animal por conta da temperatura da areia onde eles serão depositados. A elevação das temperaturas afeta os padrões de clima das praias onde as tartarugas depositam seus ovos, impactando diretamente na determinação do sexo dos indivíduos que nascerão, sendo que temperaturas mais altas induzem a ocorrência do nascimento de tartarugas fêmeas, e temperaturas mais baixas geram tartarugas machos, essa diferenciação acontece por conta da enzima aromatase, que é sintetizada em elevadas temperaturas, sendo capaz de transformar hormônios masculinos em femininos. Logo, o aquecimento global poderá influenciar na diferenciação sexual das tartarugas marinhas. A curto prazo, talvez, as consequências do aumento da temperatura não sejam tão maléficas, já que mais ovos serão postos, porém, a longo prazo, provavelmente poderá gerar um desequilíbrio entre o número de machos e fêmeas das espécies. Desse modo, caso aconteça os danos pelo aquecimento global, haverá uma incidência maior de endogamia entre os animais, diminuindo a taxa de variabilidade genética e aumentando a suscetibilidade de doenças congênitas. Por outro lado, a reprodução dos anfíbios se baseia na vocalização dos machos que possuem diferentes linguagens para atrair as fêmeas. A entoação ocorre geralmente à noite, em banhados e lagoas, quando a fêmea se aproxima, e escolhe seu par pelo canto. Após a escolha, o macho se posiciona sobre a fêmea, o que é chamado de amplexo. Ainda nessa posição, eles procuram um lugar adequado para a desova, geralmente na água, nesse caso, a fêmea libera seus óvulos e o macho libera seus espermatozoides. Depois da postura dos ovos, ambos se separam, e em diferentes espécies, a fêmea pode permanecer no local da desova para cuidar dos ovos, o macho sozinho pode cuidá-los ou ainda o casal em conjunto. Dos ovos, nascem girinos, que são as larvas aquáticas, e após determinado período que varia entre as espécies, ocorre a metamorfose completa, gerando indivíduos adultos. Diante dos expostos, conclui-se que nas espécies reptilianas e anfíbias, para conquistar suas parceiras, os machos das espécies possuem comportamentos únicos e característicos. Para a reprodução, os embriões em sua grande maioria são armazenados em ovos, o que provém uma proteção mecânica. Sobre a extinção das tartarugas, entende-se que é necessário observar a reprodução desses répteis, e ao notar alguma anormalidade deve-se remanejar os ninhos de maneira que estejam em temperaturas adequadas para gerar os dois sexos, assim, formará um cenário mais favorável para seu desenvolvimento.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

REPRODUÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116089. Acesso em: 17 abr. 2026.