III ENCONTRO INTERNACIONAL DOS POVOS DO CAMPO

Autores

  • Marli Perla Rodrigues Zambrano
  • Cintia Saydelles da Rosa

Palavras-chave:

Resistência, integração, dos, povos, espaço, pedagógico

Resumo

Encontro Internacional dos Povos do Campo: espaço de resistência Marli Perla Rodrigues Zambrano, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito Cíntia Saydelles da Rosa, TAE, Universidade Federal do Pampa Campus Dom Pedrito e-mail primeiro autor- marlizambrano.aluno@unipampa.edu.br A integração dos povos do campo urge como uma necessidade para preservação e resgate de conhecimentos oriundos de incontáveis gerações. Com intuito de promover o debate e criar vínculos entre a universidade e esses povos, a partir da troca de experiências entre as comunidades e indivíduos envolvidos nas questões do campo, que historicamente foram/são relegados a um segundo plano, por uma sociedade baseada na lógica do mercado, da monocultura e do agronegócio, a UNIPAMPA a partir do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LECAMPO) vem promovendo ao longo dos últimos anos o Encontro Internacional dos Povos do Campo. Desta forma, este trabalho tem por objetivo uma análise sucinta do evento, no que diz respeito à construção de práticas formativas fundadas no princípio do diálogo entre os conhecimentos e os saberes oriundos de todas matizes culturais.A metodologia utilizada foi um levantamento de dados sobre o I e II Encontro Internacional dos povos, por meio da análise dos registros de rodas de conversas, programação e cartas das edições anteriores do evento, além do trabalho de construção do III Encontro. Por meio dessas análises, observou- se a participação de diversos representantes de povos e comunidades do campo, dentre eles, destacam -se quilombolas, indígenas (kaingang, charruas e guaranis), pecuaristas familiares, ciganos, povos de terreiro, além de outras instituições de educação superior (UERGs, FURG e UFRGs) e diversos segmentos da comunidade acadêmica e local. Ao longo dos eventos foi oportunizado que jovens estudantes, pesquisadores e qualquer outra pessoa da comunidade externa, que comprovadamente tivesse vínculo com os povos do campo, pudessem acampar nas dependências do Campus Dom Pedrito. Assim, a área do campus, acolheu os participantes que puderam montar suas barracas no pátio do campus, fazendo uso dos banheiros, chuveiros, cozinhas, salas de aula, biblioteca e equipamentos eletrônicos da universidade. Desta forma, a UNIPAMPA esteve aberta e disposta a atender a todo o público do evento, a partir disso é possível perceber que os objetivos de promover a integração dos povos do campo, dar visibilidade às culturas camponesas, indígenas e quilombolas, aproximar a universidade dos povos do Campo, fomentar a troca de saberes e experiências entre as diferentes culturas e criar um espaço diferenciado de aprendizagem dos estudante foram alcançados. Além disso, as rodas de conversa onde os participantes puderam compartilhar experiências de forma que todos tiveram espaço de fala, promoveu a construção de um conhecimento coletivo e solidário sem perder o viés da crítica social. Como resultado é possível perceber a importância dada pelos participantes a esses espaços, que dão visibilidade a questões tão importantes, que a tanto tempo vem sendo relegadas por governos e instituições de ensino a um segundo plano. Assim é possível concluir que eventos como o Encontro Internacional dos povos do campo se configuram em um espaço de resistência à lógica do mercado, bem como um espaço pedagógico de formação de futuros educadores do campo. Palavras-chave: Resistência, integração dos povos, espaço pedagógico Agradecimentos: UNIPAMPA-PRAEC.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

III ENCONTRO INTERNACIONAL DOS POVOS DO CAMPO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113205. Acesso em: 10 jun. 2026.