AÇÕES DE ATENÇÃO NUTRICIONAL ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO DA UNIPAMPA

Autores

  • Ingrid Fagundez
  • Karina Sanches Machado D Almeida
  • Ana Letícia Vargas Barcelos
  • Marta Jacintho da Costa Bernardino
  • Shanda de Freitas Couto

Palavras-chave:

Atendimento, nutricional, Nutrição, infantil, adolescência, Comunidade, Promoção, saúde

Resumo

A ciência da nutrição é essencial para todas as fases da vida, mas na infância e na adolescência, exerce um papel ímpar, tendo em vista que um estado nutricional inadequado pode se refletir no desenvolvimento das capacidades físicas, motoras e cognitivas de tais indivíduos. A avaliação adequada do estado nutricional envolve uma soma de fatores, tais como: avaliação antropométrica, clínica, bioquímica, dietética e de hábitos de vida. Por isso, é importante o acompanhamento individualizado dos pacientes, de forma a adequar-se às características e necessidades dos mesmos. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo descrever o perfil das crianças e dos adolescentes atendidos e realizar uma análise da proposta de intervenção sugerida pela equipe do ambulatório de nutrição da Universidade Federal do Pampa e do projeto de extensão de Atenção Nutricional ao Grupo Materno Infantil. Os atendimentos são realizados pelos alunos do 6° semestre do curso de nutrição e bolsistas do projeto de extensão, supervisionados por uma equipe de professoras e nutricionista. Tais atendimentos acontecem semanalmente, de maneira gratuita, e nas modalidades presencial e remota. As consultas são realizadas com as crianças e adolescentes na presença dos pais e/ou responsáveis. A primeira consulta tem duração de 60 minutos, onde é aplicada a anamnese completa e os retornos cerca de 30 minutos, em que são coletadas informações adicionais e fornecidas orientações complementares aos pacientes. Na anamnese são coletados, dentre outros, os dados referentes à idade, sexo, cor da pele, motivo da consulta, história clínica, alimentar e de atividade física. De posse de tais informações, a equipe realiza o diagnóstico nutricional e estabelece o objetivo principal do tratamento. Assim, ao longo do desenvolvimento do projeto, e no período de 2021 a 2022, foram atendidos 14 pacientes (4 crianças e 10 adolescentes), com idades de: 0 a 6 meses (n=1), 2 a 9 anos (n=3), 10 a 14 anos (n=3) e 15 a 18 anos (n=7). Desses, 78,6% eram do sexo feminino e 100% se autodeclararam brancos. Com relação ao motivo da consulta relatado pelo paciente, 42,9% (n=6) procuraram o ambulatório para emagrecimento; 28,6% (n=4) para melhorar a alimentação; e ainda com o objetivo de receber orientações e/ou tratamento para as seguintes condições: diabetes mellitus tipo 1 (n=1), seletividade alimentar (n=1); introdução da alimentação complementar somada a alergia à proteína do leite de vaca (n=1); e para ganho de massa muscular (n=1). Quando questionado ao paciente (ou responsável) sobre as patologias já diagnosticadas, 4 pessoas referiram ausência de doenças, 5 relataram possuir obesidade, e foram mencionadas ainda a presença de diabetes mellitus tipo 1, seletividade alimentar, ansiedade, alergia a proteína do leite de vaca e deficiência de vitamina D. Referente à presença de intolerância ou alergia alimentar, além do paciente com alergia à proteína do leite de vaca, outro citou alergia ao mel. Logo após, foi constatada a presença de sinais ou sintomas, com a seguinte ocorrência: náuseas e/ou vômitos (3 pacientes), inapetência (2 pacientes), desconforto pós-prandial (3 pacientes), cansaço (4 pacientes), dor no peito (1 paciente), compulsão alimentar (4 pacientes) e constipação (2 pacientes). Sobre a alimentação, observou-se que: quando perguntado "você se alimenta bem?" 66,7% (n=8) responderam positivamente para essa questão. Com relação a atividade física, 50% dos pacientes (n=7) realizavam com frequência de 2 a 5 vezes por semana e a outra metade não realizava. Após os dados terem sido coletados, foi realizado o diagnóstico nutricional, em que 42,9% dos pacientes foram classificados como eutróficos e 57,1% como obesos. A partir disso, a equipe discutiu e estabeleceu como objetivo principal do tratamento para 50% dos pacientes o emagrecimento e para a outra metade, melhorar a qualidade da alimentação conforme suas particularidades. Ao analisarmos a primeira consulta e o primeiro retorno do paciente, foi observado em 62,5% uma boa evolução do objetivo, em 12,5% evolução regular e em 25% evolução desfavorável. Destaca-se que para alguns pacientes (n=6) por se tratar de atendimentos remotos, não foi possível obter a informação do peso no retorno. Dessa forma, ressalta-se que o maior benefício do presente projeto é proporcionar um atendimento de qualidade e levar a nutrição à comunidade, auxiliando no tratamento de patologias e na promoção de saúde. Também, conhecendo o perfil dos pacientes é possível perceber as adaptações necessárias no tratamento para uma melhor evolução ou manutenção do resultado esperado. É válido ressaltar que a outra extremidade também foi favorecida, considerando que para a maioria dos acadêmicos, essa experiência é o primeiro contato profissional-paciente ao longo da graduação, e assim proporcionando trocas entre a comunidade e a Universidade.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

AÇÕES DE ATENÇÃO NUTRICIONAL ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO DA UNIPAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113152. Acesso em: 10 jun. 2026.