PERCEPÇÕES DO PROJETO "MICROVET VAI À ESCOLA" DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19

Autores

  • Gabriella Ribeiro Vaz da Costa
  • Carolina Kist Traesel

Palavras-chave:

Microbiologia, Vírus, Saúde, pública, Redes, sociais

Resumo

O projeto MicroVet vai à escola visa desenvolver apresentações e promover a interação entre os acadêmicos matriculados nas componentes curriculares de Microbiologia Geral e Microbiologia Veterinária, do curso de Medicina Veterinária da UNIPAMPA, e estudantes do ensino fundamental de escolas no município de Uruguaiana (RS). Com o transcorrer da pandemia da COVID-19, as aulas, a nível escolar e universitário, passaram a ocorrer de forma virtual. Com isso, o projeto, previsto para acontecer por meio de visitas presenciais às escolas, sofreu modificações para que os encontros fossem realocados para as plataformas digitais. O objetivo deste trabalho é analisar o alcance da população sobre as atividades desenvolvidas pelos discentes de graduação, como meio de disseminar informações sobre os microrganismos, saúde pública, bem-estar animal e tutoria responsável. Dessa forma, foram desenvolvidos pelos discentes apresentações sobre diversos temas dentro da proposta do projeto e, posteriormente, apresentadas a estudantes de diferentes escolas e faixas etárias do município de Uruguaiana. Ainda, com o material desenvolvido, foram realizadas postagens nas redes sociais. No dia 01 de dezembro de 2020 (semestre 2020-1), o projeto promoveu a interação entre 50 discentes da disciplina de Microbiologia Veterinária, cursando o segundo semestre do curso de Medicina Veterinária, e 27 estudantes do sexto ano do Instituto Estadual Romaguera Corrêa, com faixa etária entre 11 e 12 anos, que ocorreu de forma virtual, através da plataforma Google Meet. No dia 06 de maio de 2021 (semestre 2020-2), o encontro abrangeu 55 discentes e 32 alunos do sétimo ano, com faixa etária entre 12 e 13 anos, da Escola Nossa Senhora do Horto. No dia 11 de maio de 2021 (semestre 2020-2), estavam reunidos 37 alunos de graduação e 14 estudantes do oitavo ano, com idade entre 13 e 14 anos, da mesma escola. Por fim, no dia 22 de setembro de 2021 (semestre 2021-1), foi promovida a interação entre 33 alunos da disciplina de Microbiologia Veterinária e 8 alunos do sexto ano, com faixa etária entre 11 e 12 anos, da Escola Nossa Senhora do Horto. Os encontros contaram ainda com a presença da professora responsável por cada turma das escolas, a docente Carolina Kist Traesel e as monitoras da disciplina. No total, o projeto reuniu cerca de 81 crianças, entre 11 e 14 anos. Ao final, as apresentações desenvolvidas pelos discentes, ao longo do semestre vigente, foram utilizadas para divulgação através das redes sociais. Referente ao semestre 2020-1 (agosto a dezembro de 2020), as publicações foram acessadas por cerca de 890 pessoas, sendo os temas com maior interação da comunidade (contabilizado por número de curtidas): Retroviridae (96), Rhabdoviridae (61) e Herpesviridae (61). Durante o semestre 2020-2 (fevereiro a maio de 2021), as redes sociais tiveram um total de 3.745 contas alcançadas, sendo os temas mais acessados: Parvovírus canino (168), SARS-CoV-2 em humanos e animais (159) e vírus DNA e RNA (152). Durante o semestre 2021-1 (junho a outubro), cerca de 727 pessoas acessaram os conteúdos, e dentre eles, os mais interagidos foram: doenças virais em animais e humanos (163), bactérias comensais e patogênicas (144) e príons (75). Do total de acessos (5.363), 37% Gabrf Gabriella Ribeiro Vaz da Costa Carolina Kist Traesel Página | 2 das pessoas residem em Uruguaiana; seguido de São Borja (RS) e Santana do Livramento (RS), ambos com 3,5%; e os demais residem em diferentes cidades de estados brasileiros. Relacionado à faixa etária, cerca de 57,4% dos seguidores têm idade entre 18 e 24 anos; 26% possuem entre 25 e 34 anos; 9% têm entre 35 e 44 anos; e o restante varia entre diferentes idades. No período analisado foram disponibilizados 79 conteúdos em redes sociais, que geraram bastante interesse da comunidade. Portanto, as apresentações e trocas de experiências durante as visitas virtuais tiveram grande importância na obtenção de conhecimento acerca de saúde única (animal, humana, ambiental) e da importância da tutoria responsável, promovendo aprendizagem e disseminação do tema. Além disso, promoveu a oratória e desenvolvimento do senso crítico nos acadêmicos. Apesar de não ter sido possível realizar encontros presenciais nas escolas, a iminência da pandemia possibilitou e impulsionou uma nova frente de atuação para o projeto. Entretanto, estudantes de escolas de comunidades de baixa renda e com maior vulnerabilidade ainda não puderam ser atingidos através das atividades desenvolvidas, pois nestes locais há escasso acesso à internet e a equipamentos digitais. Portanto, através de encontros virtuais e das ferramentas disponíveis na internet, foi possível promover ampla divulgação de informações acerca de saúde pública, para pessoas de todas as idades e localizações, fator positivo para a sociedade no geral.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

PERCEPÇÕES DO PROJETO "MICROVET VAI À ESCOLA" DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113023. Acesso em: 10 jun. 2026.