ESTRESSE OCUPACIONAL E GESTÃO DE PESSOAS

Autores

  • Maria Shukrieh Ghande Judeh
  • Pedro Plada Alves
  • Stefani Alves Silveira
  • Luiz Edgar Araujo Lima

Palavras-chave:

Estresse, ocupacional, Burnout, Gestão, Pessoas, Qualidade, Vida

Resumo

Considerado como um tema atual a ser enfrentado pelas organizações, o estresse foi pela primeira vez definido em 1926 por Hans Selye como uma reação que o corpo apresenta ao ser colocado diante de uma situação que necessita de esforço para adaptação. Outra definição para estresse foi realizada pela brasileira Marilda Lipp em 1984, a qual leva em conta não somente o aspecto físico do estresse, mas também o psicológico, o caracterizando como uma reação físico-emocional a situações que causam preocupação, alegria, medo e até confusão. O tema principal do estudo é o estresse, mais especificamente o estresse ocupacional. A problemática do estudo é: quais as medidas que podem ser adotadas pelos gestores das organizações a fim de evitar a ocorrência de estados de estresse entre os funcionários? O qual se torna importante respondê-lo visto os resultados de grandes pesquisas , a exemplo disso, uma pesquisa realizada pela ISMA-International Stress Management Association, realizada em 2021, verificou que o Brasil ocupa o segundo lugar do ranking de países com maior incidência de casos de estresse ocupacional e Burnout. Os objetivos que buscou-se atingir são de identificação do conceito do estresse no ambiente de trabalho, suas consequências, causas e medidas que os gestores podem adotar para enfrentá-lo. Quanto a metodologia, realizou-se uma pesquisa descritiva, através de revisão bibliográfica, com consulta as principais artigos referentes ao Estresse no ambiente de trabalho, nas bases de dados como a SciElo e Periódicos CAPES. O estudo atingiu seus objetivos, quanto a conceituação de estresse no trabalho, mais conhecido como estresse Ocupacional, é a reação psicoemocional dos trabalhadores a fatores derivados do ambiente de trabalho e das contradições que o funcionário enfrenta em sua vida pessoal e profissional. Este conceito também foi associado a situações desestabilizadoras e que dificultam a adaptação do funcionário com o ambiente e as pessoas do seu trabalho. Quanto as consequências que o estresse pode trazer, apesar de ser um fenômeno individual, e inespecífico, são as de tendência à irritabilidade e impaciência, bem como apresentando sintomas de falta de concentração, o que impacta no seu rendimento bem como as consequências físicas podem vir a causar absenteísmo, afastamos por doença, rotatividade e entre outras relacionadas a doenças psicossomáticas. Outra consequência está relacionada às principais doenças/síndromes que o estresse ocupacional pode causar, destaca-se a Síndrome de Burnout, a qual é causada pelo esgotamento profissional, ou seja, é uma síndrome relacionada diretamente ao estresse no ambiente de trabalho. As causas identificadas que levam ao estresse e ao estado de Burnout é aquele que atingiu um estado de esgotamento físico e mental, causado pelo trabalho, assim é considerada pelos psiquiatras como uma doença mais grave que o estado de estresse. As consequências disso acabam por repercutir no rendimento profissional, podendo vir a prejudicar o da empresa e sobrecarregar os demais colegas. Os estudos consultados indicam que a ocorrência do estado de estresse e da síndrome de Burnout principalmente por aqueles que trabalham sob pressão constante e tendo de lidar com grandes responsabilidades e exaustivas cargas de trabalho, sendo os profissionais mais afetados aqueles que trabalham na área de saúde e principalmente as do gênero feminino. Visto que é causado pelo trabalho, as equipes de Gestão de Pessoas visam não somente cuidar e auxiliar na melhora de quem já está sofrendo com o estresse, mas também prevenir que os funcionários cheguem a tal estado. Quanto às medidas que podem ser adotadas para prevenir o estresse o gestor deve estar sempre atento ao comportamento dos colaboradores, isto é através de observação de mudanças e também através de conversas para tentar identificar uma possível causa que possa vir a causar um estado de estresse ou identificar uma situação de já ocorrência deste problema na organização. Para detectar o nível de estresse, diversas técnicas/questionários que poderão ser utilizados para tal, entre as mais indicadas se destaca o modelo de Controle-Demanda (MDC) de Karasek, o Indicador de Estresse Ocupacional (OSI 20) desenvolvido por Cooper, Sloan e Williams, o Questionário de Estresse, Saúde Mental e Trabalho (SWS Survey) além do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). Por fim, quanto às principais práticas para evitar o estresse ocupacional é o acompanhamento constante do ambiente laboral, além de trabalhar com equipes de psicólogos, médicos do trabalho e até mesmo engenheiros, pois dependendo do motivo causador do estresse pode estar relacionado a disposição do local de trabalho e outros motivos do qual o engenheiro poderá auxiliar o gestor a solucionar.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

ESTRESSE OCUPACIONAL E GESTÃO DE PESSOAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112681. Acesso em: 17 abr. 2026.