A UTILIZAÇÃO DE JOGOS COMO ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM DE FARMACOLOGIA NA MEDICINA

Autores

  • Carolini Erler Barbosa
  • Camila Simonetti Pase Ferrao

Palavras-chave:

Jogos, Monitoria, Ensino, Farmacologia, Aprendizagem

Resumo

A UTILIZAÇÃO DE JOGOS COMO ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM DE FARMACOLOGIA NA MEDICINA Carolini Erler Babosa, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana Camila Simonetti Pase Ferrão, docente, Universidade Federal do Pampa e-mail primeiro autor- carolinibarbosa.aluno@unipampa.edu.br A matéria de farmacologia e os melhores métodos para sua memorização e retenção de conhecimento é um desavio encontrado durante a formação de muitos acadêmicos de medicina. Por esse motivo, a utilização de jogos é uma ferramenta que pode auxiliar os alunos durante o processo de aprendizagem de farmacologia, uma vez que podem possibilitar melhor compreensão, fixação e aplicação do conteúdo estudado. Além disso, esta técnica torna-se um poderoso procedimento para identificação de lacunas no conhecimento dos alunos e para estimular o trabalho em equipe dos mesmos, situação que simula a realidade que será enfrentada no cotidiano desses futuros profissionais médicos no ambiente de trabalho. Seus resultados positivos podem ser poderosas estratégias durante as atividades de monitoria, uma vez que possibilita desenvolver um processo de ensino-aprendizado mais ativo e dinâmico que estimula o lúdico e a curiosidade. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo investigar os benefícios da utilização de um jogo didático em uma atividade de monitoria de farmacologia para alunos de medicina. Este estudo foi realizado com os acadêmicos do primeiro semestre do curso de medicina da UNIPAMPA, Campus Uruguaiana. Para analisar o impacto dos jogos no aprendizado dos estudantes, elaborou-se uma atividade com flash cards, que consistem em pequenos cartões com perguntas e respostas em cada uma das faces. Participaram da atividade 18 alunos que foram divididos em três grupos. Os flash cards foram então projetados aos grupos e os alunos discutiam e informavam se a pergunta/afirmação era verdadeira ou falsa, pontuando a cada acerto. Ao final da atividade, foi aplicado um questionário de avaliação da contribuição do jogo para o desenvolvimento do aprendizado, concentração, raciocínio lógico, curiosidade e memorização, além da avaliação didática e contribuição da monitoria no processo de aprendizagem e o papel do monitor nessa atividade. Os resultados apontaram que 94% dos alunos avaliaram o jogo como recurso didático muito importante e 6% como moderadamente importante. Quanto à consolidação do aprendizado, 88% avaliaram como muito importante e 12% apenas como importante. A maioria dos alunos consideraram a proposta didática no formato de flash cards como muito importante e que o jogo estimulou a concentração, raciocínio lógico, a curiosidade e a memorização. Por fim, no que tange a iniciativa do monitor para incorporar o jogo como recurso facilitador no processo de aprendizado, 89% dos alunos avaliaram como muito importante. De acordo com as avaliações é possível concluir que a utilização de jogos didáticos é uma ótima estratégia para o processo de ensino-aprendizado, posto que possibilita aos alunos um método de aprendizagem com melhor retenção e aplicação prática da matéria. Dessa forma, a metodologia ativa aplicada torna-se uma meio eficaz a ser implementado por monitores e até mesmo por discentes, de maneira a possibilitar maior aproveitamento das aulas lecionadas e das atividades de monitoria em farmacologia, de modo a oferecer um caminho mais efetivo e acessível de estudo aos estudantes de medicina durante suas trajetórias na graduação e vida profissional. Agradecimentos: Universidade Federal do Pampa/ UNIPAMPA. Palavras-chave: Jogos; Monitoria, Ensino de Farmacologia, Aprendizagem.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

A UTILIZAÇÃO DE JOGOS COMO ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM DE FARMACOLOGIA NA MEDICINA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112568. Acesso em: 17 abr. 2026.