IMPACTO DA RECUPERAÇÃO DE AULAS PRÁTICAS EM ELETROTERMOFOTERAPIA NO MOMENTO PÓS PÂNDEMICO
Palavras-chave:
Práticas, Recuperação, Recursos, COVID-19Resumo
No curso de graduação em Fisioterapia as aulas práticas estão dentre as atividades mais importantes para que o aluno consiga compreender e colocar na prática tudo o que é passado em aula teórica facilitando a aprendizagem. Nos últimos dois anos, em que enfrentamos a pandemia de COVID-19 no qual o distanciamento social era uma das medidas mais eficazes na prevenção da transmissão do vírus, fizeram com que o ensino se tornasse prioritariamente remoto, não permitindo a realização de atividades práticas. Dessa forma, as atividades foram adiadas até o momento que fosse seguro para a realização das mesmas de forma presencial. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar o impacto da recuperação das práticas realizadas nos componentes curriculares de Recursos Eletrotermofototerapêuticos I e II do curso de Fisioterapia da Unipampa. Foram 31 alunos do quarto e quinto semestre, divididos em 6 grupos para realizarem as práticas em uma unidade básica de saúde, em Uruguaiana, durante o período de uma semana para cada grupo entre os meses de novembro e dezembro de 2021. Previamente às práticas, a professora fez uma revisão de todo o conteúdo junto com os alunos para que relembrassem do conteúdo teórico, deixando-os mais seguros para terem o primeiro contato com atendimentos fisioterapêuticos utilizando os aparelhos de eletrotermofototerapia. Durante o período das práticas com as pessoas usuárias, os alunos foram orientados tanto pela professora quanto pelos monitores que foram destinados um para cada dupla fazendo com que os alunos se sentissem mais confiantes para avaliação e aplicação dos recursos. Após o término das práticas de cada um dos grupos, foi disponibilizado um questionário contendo 4 questões dissertativas a fim de avaliar o impacto das aulas práticas frente ao aprendizado dos alunos. Sendo elas: (1) qual foi o recurso que você considera que mais aprendeu?; (2) qual foi o recurso que você considera que menos aprendeu?; (3) qual foi o recurso que você considera que teve mais dificuldade em aprender?; (4) teve algum recurso que você não conseguiu aprender? Se sim, qual foi? e por fim um espaço para os alunos deixarem suas críticas e/ou sugestões. Na pergunta 1, 27 alunos responderam TENS, 4 ultrassom, destes, 51,61% justificaram ter sido o recurso mais utilizado, 22,58% justificaram ter sido o recurso que achou mais fácil de entender, 16,12% justificaram ter sido o recurso que mais entendeu, 6,45% justificou ter sido o recurso mais fácil de aplicar e 3,22% justificou já ter utilizado o recurso em outro momento. Na pergunta 2, 20 alunos responderam laser, 6 eletrolifting, 2 aussie, 1 ultrassom, 1 terapia combinada, 1 considera que aprendeu todos, destes, 64,51% justificaram ter sido o recurso que teve pouco contato, 9,67% justificaram ter sido o recurso que mais achou difícil, 9,67% justificaram ter sido o recurso que não teve contato na prática, 6,45% justificaram não ter entendido o recurso, 6,45% sem justificativa e 3,22% justificou ter insegurança sobre quando utilizar o recurso. Na pergunta 3, 8 alunos responderam laser, 6 ultrassom, 5 aussie, 4 terapia combinada, 2 eletrolifting, 2 nenhum dos recursos, 1 FES, 1 eletroterapia, 1 TENS e 1 considera que teve dificuldade em todos os recursos, destes, 25,80% justificaram ter dificuldade na hora de aplicar/manusear, 19,35% justificaram ter tido pouco contato, 16,12% justificaram dificuldade de ajuste de parâmetros, 16,12% sem justificativa, 12,90% achou o recurso mais difícil, 6,45% não teve contato com o recurso e 3,22% considera dificuldade de realizar os cálculos. Na pergunta 4, 24 alunos responderam que não, nenhum e 3 responderam que sim, sendo 66,66% fotobiomodulação e 33,33% corrente galvânica. Por fim, os alunos deixaram algumas sugestões, dentre elas ter mais tempo de prática, atualizar os aparelhos utilizados em aula e relataram ter gostado muito das aulas e agradeceram o conhecimento que lhes foi passado. Diante disso, podemos observar que as práticas nas disciplinas que precisam do contato com as pessoas usuárias fazem a grande diferença para formar o futuro profissional. Ademais, embora o cenário em que estávamos nos últimos anos, tenha impossibilitado que o conhecimento fosse passado da forma que normalmente ocorre, os alunos puderam adquirir e aproveitar o pouco da experiência que puderam ter frente às pessoas usuárias na recuperação das práticas da disciplina fazendo a grande diferença na formação acadêmica desses alunos.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
IMPACTO DA RECUPERAÇÃO DE AULAS PRÁTICAS EM ELETROTERMOFOTERAPIA NO MOMENTO PÓS PÂNDEMICO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112501. Acesso em: 17 abr. 2026.