MASTITE EM OVINOS: RELATO DE CASO.

Autores

  • Jinavila Rocha
  • Jinávila Dandara de Oliveira Rocha
  • Maiza Paixão Souza
  • Tamires Silva dos Santos
  • Juliano Peres Prietsch
  • Jordani Borges Cardoso
  • Eduardo Schmitt

Palavras-chave:

Glândula, mamária, Inflamação, Ovinocultura

Resumo

Um dos principais problemas encontrado na ovinocultura leiteira e de corte é a mastite, causada por agentes microbiológicos que provocam inflamações na glândula mamária, portanto reduz consideravelmente a produção e qualidade do leite, causando prejuízos produtivos e econômicos ao produtor. A doença ocorre na forma clínica e subclínica, onde na forma clínica o animal apresenta sinais de inflamação evidente como edema de úbere, aumento da temperatura local, dor à palpação e consistência firme da glândula mamária. E na forma subclínica da doença o animal não apresenta sinais evidentes de inflamação, mas causa perdas produtivas. Dentre os prejuízos destacam-se os custos com tratamento, desvalorização comercial das matrizes devido à perda do quarto, abate prematuro, óbitos, menor desempenho das crias e gastos com serviços veterinários. Algumas pesquisas a respeito demonstram que a mastite subclínica é a de maior ocorrência em pequenos ruminantes, cuja prevalência está entre 5% a 30% nos rebanhos, podendo apresentar valores mais elevados, já a mastite clínica apresenta-se em níveis abaixo de 5%. Levantamentos epidemiológicos trazem que até 40% das ovelhas acometidas podem vir a óbito. Sendo assim, o presente estudo tem por objetivo relatar um caso de mastite clínica em uma ovelha atendida pelo hospital de clínicas veterinárias da Universidade Federal de Pelotas. Foi realizado atendimento de uma fêmea da espécie ovina, sem raça definida, do Centro Agropecuário da Palma pertencente à UFPel. No exame clínico a paciente apresentou frequência cardíaca (FC) de 68 bpm, frequência respiratória (FR) de 80 mrpm, temperatura corporal de 40,2ºC, tempo de preenchimento capilar (TPC) de 2s, movimento ruminal incompleto 1 em 2 minutos, mucosas róseas, escore corporal era 2, e o animal não apresentava desidratação. Foi realizada a coleta do material do quarto mamário esquerdo, onde apresentou líquido sanguinolento com grumos brancos, e foi encaminhado para isolamento de bactérias e antibiograma no Laboratório Regional de Diagnóstico (LRD-UFPel). Foi administrado anti-inflamatório (Flumedin-flumexin meglumine 2,2 mg/kg IM por 3 dias) e antibiótico (Enrofloxacina 7,5mg/kg IM por 7 dias), não havendo melhora do quadro clínico, optaram por mudar o princípio ativo e assim, iniciou-se a administração de antibiótico _ (Bovigam- Hidroiodeto de penetamato 8,3mg/kg IM por 3 dias), e no dia seguinte o teto do animal apresentou duas fístulas, com auxílio de uma sonda foi administrado iodo 10% e bromexina diluída com solução fisiológica (1:1) no canal do teto por 5 dias. Na análise microbiológica foi realizada cultura em ágar sangue e Mac Conkey. O agente etiológico encontrado foi o Staphylococcus sp. coagulase positiva, o qual apresentou no antibiograma sensibilidade a penicilina, gentamicina, amoxicilina, ceftiofur e ciprofloxacina. Na paciente foi usado a terapia com Enrofloxacina, que mesmo sendo uma quinolona de 2° geração como a ciprofloxacina, houve resistência bacteriana para o princípio ativo. Embora não tenhamos encontrado estudos a respeito do uso de (Bovigam- Hidroiodeto de penetamato 8,3mg/kg) injetável em ovinos, obtivemos eficácia no tratamento da ovelha com a utilização do mesmo, em comparação com o uso da enrofloxacina. Este trabalho traz a importância de novos estudos da prevalência da doença no rebanho ovino, importância econômica e tratamento pois apesar de ser recorrente na ovinocultura, ainda há poucos relatos a respeito do tema. Além disso foi importante para contribuir com dados referente a um relato de caso em que foi obtido sucesso no tratamento da mastite ovina.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

MASTITE EM OVINOS: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112393. Acesso em: 17 abr. 2026.