ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL PARA PSITACÍDEOS MANTIDOS EM CATIVEIRO
Palavras-chave:
Silvestres, Ambiental, Enriquecimento, Amazona, aestiva, Ara, araraunaResumo
Em vida livre, os animais silvestres ocupam a maior parcela de seu tempo buscando alimentos, parceiros reprodutivos e fugindo de ameaças. Entretanto, quando submetidos a condições de cativeiro estes instintos básicos não são totalmente atendidos, levando ao surgimento de comportamentos estereotipados, os quais, em casos mais severos, evoluem para quadros patológicos, devido a liberação de cortisol pelo estresse, causando uma redução da imunidade do animal. Contudo, esse estresse ocasionado pelo cativeiro pode ser mitigado com o auxílio de técnicas de enriquecimento ambiental, que consistem na criação de estímulos de forma segura para incentivar o animal a interagir com o ambiente e diminuir seu tempo ocioso. Existem cinco tipos de enriquecimento ambiental, são eles: sociais, alimentares, sensoriais, físicos e cognitivos. Por meio deste resumo, objetiva-se relatar a aplicabilidade do enriquecimento ambiental em animais de cativeiro, em especial com psitacídeos, para a melhora na qualidade de vida dos mesmos. A atividade foi realizado com as espécies papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e arara-canindé (Ara ararauna) no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre e Centro de Triagem de Animais Silvestres (NURFS-CETAS/UFPEL) localizado nas dependências da Universidade Federal de Pelotas, no Campus Capão de Leão. Os enriquecimentos ambientais abrangeram os cinco tipos de enriquecimento, destacando a combinação entre os tipos alimentar e cognitivo. Para a confecção dos enriquecimentos ambientais foram utilizadas caixas de ovos, corda de sisal, barbante, pinhas, frutas e ração extrusada. Foi elaborado um enriquecimento para ambas espécies, onde os animais precisavam introduzir o bico entre os buracos feitos nas caixas para encontrar frutas e ração extrusada. Também foram confeccionadas pinhas onde foram cravadas frutas em seu interior, onde o animal teria de arrancar o fruto com o bico ou garras. O enriquecimento ambiental com as pinhas também foi aplicado para ambas espécies. O mecanismo confeccionado com as caixas de ovos foi pendurado através das cordas e barbante em poleiros existentes dentro dos recintos dos animais. As pinhas foram implementadas nas regiões superiores dos recintos. Em todos os enriquecimentos ambientais criados e aplicados, os animais demonstraram interesse logo após a implementação do material, interagindo com os objetos dentro de um período de vinte e quatro horas. É recomendado que após os animais pararem de demonstrar interesse, o enriquecimento seja retirado e descartado adequadamente. Conclui-se com o presente trabalho, que o enriquecimento ambiental pode ser confeccionado com materiais recicláveis e de fácil acesso dentro de uma rotina de manejo de animais em cativeiro, podendo ser aplicado em diferentes instituições que mantenham animais da fauna silvestre. Além disso, o enriquecimento pode abranger inúmeras espécies, independentemente de suas classes taxonômicas. Outros tipos de enriquecimento, além dos aplicados, também podem ser implementados, como a utilização de temperos e outros tipos de materiais dentro do recinto do animal, proporcionando variabilidade nos sentidos provocados. Os animais são incentivados a exercerem seus instintos naturais, e com isso, além de estimular a movimentação do animal dentro do recinto, também desperta a curiosidade diante dos objetos inseridos no ambiente e, consequentemente, evita o desenvolvimento de comportamentos de estereotipias, proporcionando maior qualidade de vida para o animal.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL PARA PSITACÍDEOS MANTIDOS EM CATIVEIRO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112377. Acesso em: 17 abr. 2026.