PROCESSAMENTO DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS QUEM E PARA QUE REALIZAR?
Palavras-chave:
Instrumentais, Cirúrgicos, Enfermagem, Educação, PermanenteResumo
O processamento de instrumentais cirúrgicos caracteriza-se como atividade profissional vinculada às competências e habilidades da enfermagem. Com destaque ao enfermeiro que precisa estar atento à realização de cada ciclo do processo de esterilização desses instrumentos. O ciclo constitui-se de etapas que englobam desde os cuidados com a recepção ao armazenamento e distribuição às unidades de uma instituição. Na primeira etapa deve ocorrer identificação do setor de origem dos instrumentos e verificação da presença de todo material de cada pacote. A limpeza com água e sabão precede a definição do processo físico ou químico de esterilização, pois a presença de matéria orgânica aderida inviabiliza-o e sua identificação na abertura de um pacote cirúrgico revela falha e contaminação do lote de instrumentos processos, bem como do próprio equipamento. O rastreamento dos demais pacotes deve se iniciar imediatamente pela instituição e o equipamento deve ser testado e desinfectado. O empacotamento realizado deve evitar a exposição direta de qualquer parte do instrumental, por isso a integridade do invólucro, a identificação de submissão ao processo de esterilização por meio do uso de marcador químico e do registro do lote, validade e responsável são imprescindíveis. A escolha do método deve considerar as características dos instrumentais cirúrgicos e o profissional enfermeiro precisa considerar a relação custo-benefício. O armazenamento deles deve ocorrer em área de acesso restrito, na qual circule somente profissionais de enfermagem destinados a distribuí-los. A ação do enfermeiro responsável técnico pelo Centro de Materiais e Esterilização não se restringe somente ao acompanhamento e a supervisão das etapas do processamento de produtos à saúde. A ele compete promover o adequado uso e acondicionamento nas demais unidades de sua instituição, ou seja, a educação permanente sobre este tema. Neste sentido, o objetivo proposto para este estudo está em evidenciar a necessidade de fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem sobre o tema, seja nas instituições de ensino ou nas de saúde, por meio da educação permanente. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir da realização da primeira etapa de um projeto de extensão que viabilizou a inserção de acadêmicos de enfermagem em um serviço de saúde ambulatorial adscrito à área militar. A partir da técnica de observação, participante, pública e em situações naturais destacam-se os seguintes dados: existe um quantitativo abundante e não utilizado de pinças, tesouras, entre outros instrumentos cirúrgicos. O excedente encontra-se inadequadamente armazenado, pois há instrumentos que foram utilizados e encontram-se com resíduos orgânicos, juntamente com outros enferrujados e com alguns sem uso, em suas embalagens de origem. Os enfermeiros responsáveis pelos instrumentais cirúrgicos dessa instituição militar não demonstram conhecimento sobre os tipos e sua aplicabilidade. As observações permitiram verificar que a limpeza dos que estão em uso está contribuindo para deteriorá-los, pois após a lavagem eles são expostos na bancada metálica da própria pia ou sobre tampas plásticas, permanecendo em contato com a água excedente do enxágue. O tempo desse contato ultrapassou 72 horas, resultando no aparecimento dos primeiros sinais de comprometimento da integridade da pinça. Em diálogo com o profissional que realiza a limpeza, o empacotamento, a esterilização em autoclave e o armazenamento obteve-se a informação que ele não possui formação na área da saúde e nem recebeu capacitação para realizar o que faz. Ele foi destinado pela autoridade superior, após ter em um único dia feito um empacotamento de urgência para que não faltasse material. Diante destes dados, mais que destacar o desperdício do dinheiro público, quer-se qualificar a assistência à saúde da população que utiliza esses materiais para seu cuidado. Para tanto, a inserção de docentes e discentes neste cenário já permitiu intervir com a separação e avaliação das condições de uso dos instrumentos. Elaborou-se uma planilha para registro do quantitativo, realiza-se registros fotográficos para a construção de um catálogo para fornecer aos profissionais durante o curso de capacitação em elaboração. Por tudo isso, justifica-se as ações de extensão propostas, bem como ressignifica-se os saberes e conhecimentos científicos vinculados à área médico-cirúrgica dos cursos da saúde. E, por fim, deseja-se que a comunidade profissional e mesmo a sociedade valorizem a atuação da enfermagem nos Centros de Material e Esterilização. Já que, o adequado processamento e uso dos instrumentais cirúrgicos podem definir o êxito de uma intervenção profissional, além de evitar complicações como a infecção do sítio cirúrgico. Esta ocasiona ampliação no número de dias de internação hospitalar, reinternações, amputações, deformidades, entre outras complicações.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PROCESSAMENTO DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS QUEM E PARA QUE REALIZAR?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110396. Acesso em: 3 maio. 2026.