ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR.
Palavras-chave:
Desinfecção, das, Mãos, Engajamento, Trabalho, Unidades, Internação, Gestão, SegurançaResumo
A higienização de mãos é amplamente divulgada como um dos métodos bastante promissores na prevenção de infecções, principalmente quando se trata de ambientes hospitalares. Porém, em muitos dos casos, a adesão em relação a higienização de mãos ainda é baixa, o que acaba colocando em risco pacientes e profissionais cotidianamente. A realização de atividades práticas em ambiente hospitalar, bem como aprofundamento teórico sobre boas práticas em serviços de saúde, oportunizou reflexões sobre o comportamento dos profissionais em seu processo de trabalho no que se refere à higienização das mãos. Deste modo, este estudo justifica-se pela necessidade de mensurar a adesão dos profissionais de saúde durante seu processo de trabalho, tomando como base os benefícios da implementação da higienização das mãos em serviços de saúde. O estudo tem como objetivo identificar a adesão dos profissionais de saúde de uma unidade de internação para a higienização de mãos. Estudo de cunho transversal com observação não participante, realizado por discentes e uma docente do Curso de Enfermagem de uma Universidade Federal do interior do Rio Grande do Sul. A observação não participante ocorreu nos meses de Agosto e Setembro de 2021, nos turnos manhã e tarde, em um Hospital Municipal do Município. Optou-se pelo método observação não participante com o intuito de não influenciar os profissionais na sua conduta, e alteração dos resultados. Utilizou-se um instrumento no Google Forms com as variáveis categoria profissional, oportunidade, indicação e ação, no qual era preenchido conforme desenvolvimento das práticas de trabalho dos profissionais. O preenchimento do instrumento se deu a cada momento de intervenção com previsão de higienização das mãos. A análise dos dados foi do tipo estatística simples, apresentada em percentual. A presente pesquisa é uma das etapas do projeto de Extensão intitulado Implementação e avaliação de práticas de adesão à higienização das mãos relacionadas com a assistência hospitalar, registro 10.108.20. Foram observados 48 momentos de intervenção com previsão de higienização das mãos, sendo que 25 (52,08%) da categoria profissional técnico de enfermagem, 8 (16,67%) enfermeiros, 6 (12,50%) discentes de enfermagem, 4 (8,33%) discentes de medicina, 3 (6,25%) fisioterapeutas e 2 (4,17%) médicos. As oportunidades acompanhadas pelos pesquisadores foram: 16 (33,3%) administração de medicamentos; 4 (8,35%) preparação de medicamentos; 6 (12,5%) verificação de sinais vitais; 17 (35,4%) contato com paciente; 2 (4,2%) antes do contato com paciente; 3 (6,25%) após contato com fluidos corporais. As indicações visualizadas pelos pesquisadores incluíram: 24 (50%) após contato com paciente; 14 (29,16%) antissepsia antes do contato do paciente, 4 (8,34%) após contato com o ambiente do paciente; 3 (6,25%) antissepsia antes do procedimento asséptico; 3 (6,25%) após exposição a fluidos corporais. Para as ações foram acompanhadas os seguintes momentos: 38 (79,16%) não higienizou as mãos; 10 (20,84%) higienização com água e sabão e 0 (0%) higienização com álcool 70%. Destaca-se que todas as situações acompanhadas foram em unidades de internação clínica-cirúrgica. Acredita-se que a ausência de higienização das mãos com álcool 70% pode estar atrelada com o posicionamento dos dispensers alocados na unidade de internação. Acredita-se que a localização e o número de pias e dispensers ainda não possibilitam a adesão à higienização com frequência em todas as oportunidades, principalmente entre um paciente e outro. O baixo percentual de adesão está intimamente ligado à segurança não apenas do paciente, como também a do profissional. Isso porque, a cada momento em que um profissional deixa de higienizar as mãos durante suas atividades, a probabilidade de complicações hospitalares se amplifica, uma vez que nossas mãos tocam superfícies, pessoas e objetos que podem estar infectados, que ao tocar principalmente em um paciente, a propensão para desencadear alguma patologia aumenta. Sendo assim, a adesão precária acaba por refletir na qualidade da assistência oferecida aos pacientes, aumentando assim de forma acentuada os riscos para infecções. Sugere-se mudança comportamental dos profissionais da saúde por meio de atividades de educação em serviço e estratégias de intensificação da prática em diferentes momentos. Também sugere-se uma avaliação das condições de insumos, materiais e equipamentos disponibilizados na unidade clínica cirúrgica para promover melhores condições de trabalho à equipe no que se refere à higienização das mãos. Este estudo identificou que a adesão dos profissionais de saúde de uma unidade de internação para a higienização de mãos ainda não é realizada em todas as oportunidades, indicação e ação conforme preconiza o Ministério da Saúde. A limitação do estudo está associada com a desarticulação com o serviço de controle de infecção hospitalar e educação em saúde, que não asseguram a repercussão da não adesão à higienização.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110383. Acesso em: 30 abr. 2026.