ACOMPANHAMENTO E MAPEAMENTO DOS FOCOS DE DENGUE EM ROSÁRIO DO SUL
Palavras-chave:
Aedes, aegypti, Mosquito, dengue, Educação, ambiental, Vigilância, saúde, Ações, extensãoResumo
A falta de cuidados da população em aspectos básicos como acúmulo e descarte incorreto de lixo e de resíduos que possam armazenar água parada tem chamado atenção devido aos riscos sanitários. Associado a isso, o próprio clima com altas temperaturas e umidade pode gerar maior proliferação do mosquito que transmite a dengue. A dengue é uma doença tropical infecciosa causada por um arbovírus e que tem o mosquito Aedes aegypti como transmissor. Este é um caso de saúde pública em que a prevenção dos focos e o monitoramento da presença do mosquito transmissor são cruciais para evitar que se torne um problema ainda maior. O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto de extensão Ações de Extensão de Rosário do Sul, realizado em conjunto com a Prefeitura Municipal e o setor de Vigilância Sanitária, com ações voltadas à saúde, meio ambiente e cooperação técnico-científica. O objetivo foi realizar o levantamento e o mapeamento dos focos de dengue no Município de Rosário do Sul, através do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e da colocação dos pontos com presença no mapa. O levantamento dos dados foi realizado em abril e junho de 2021 pela equipe da Vigilância Sanitária, em visita a imóveis em diferentes localizações no município. Foram vistoriados ainda os pontos estratégicos, como oficinas, borracharias, cemitério, floriculturas, depósito de carros e de materiais de construção, a cada 15 dias. Foi verificada a existência de pontos de acúmulo de água nos diferentes locais e coletadas amostras para avaliar se existia larva e/ou pupa do Aedes aegypti e até o mosquito adulto. As coletas seguiram a metodologia proposta pelo Ministério da Saúde e as amostras foram observadas no microscópio estereoscópio para confirmação da presença e identificação da fase do ciclo de vida do mosquito. A partir destas informações, foi elaborada uma tabela com as referências das ruas e bairros onde havia larva e/ou pupa e a quantidade identificada. Estes dados foram inseridos pela bolsista do projeto no programa Google Earth e permitiram mapear a situação dos focos e fazer um comparativo do mapeamento entre as coletas dos meses de abril e junho. Os resultados indicaram que na primeira coleta (abril) havia um foco maior, com 370 larvas, 50 pupas e nenhum mosquito adulto. O ponto mais crítico foi o cemitério, desencadeando uma ação para retirada de vasos, flores e colocação de areia em pontos de acúmulo de água. Já na segunda coleta (junho), houve diminuição com 128 larvas, 11 pupas e nenhum mosquito adulto. A visualização no mapa permitiu ter uma visão espacial de como ocorreu a distribuição dos focos ao longo deste período e sinalizar os pontos mais críticos. Como os dados da primeira coleta foram preocupantes, foi acionado o Comitê Municipal de Enfrentamento ao Aedes para definir as ações emergenciais, com a participação da equipe do projeto de extensão. Foi iniciada uma campanha da Vigilância Sanitária contra a dengue e a equipe do projeto ficou responsável por elaborar material informativo para a comunidade acerca da importância das medidas preventivas e resolutivas contra o mosquito Aedes aegypti. Foram intensificadas as fiscalizações em locais com grande foco de larvas e pupas. A partir de todas as ações deflagradas após o mês de abril, observou-se uma redução nos casos de larvas e pupas em Rosário do Sul frente à coleta seguinte. As condições ambientais em Rosário do Sul podem ter auxiliado nesta redução, já que as temperaturas médias no mês de abril variam de 15°C a 25°C, com 178 mm de precipitação, enquanto em junho ficam entre 10°C e 18°C e 139 mm de precipitação. Isso evidencia calor e umidade maiores em abril, condições que favorecem a propagação e o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti. As ações realizadas pelo Comitê Municipal foram importantes, porém os focos podem se intensificar a partir da primavera, quando as condições ambientais voltarão a ser favoráveis para a proliferação. As perspectivas do projeto são dar continuidade com o mapeamento no Google Earth das coletas do LIRAa, monitorar futuros focos, realizar campanhas e palestras e elaborar novos materiais visuais para conscientização, como faixas, posts e panfletos. Apesar de não haver nenhum caso de dengue endêmico em Rosário do Sul até o momento, o aumento dos focos no Rio Grande do Sul é real e há ocorrência de caso em municípios próximos. Portanto, é necessário manter o monitoramento e a vigilância, reforçar as medidas preventivas e intensificar as parcerias entre o poder público e a universidade para melhorar a qualidade de vida e proteger a população.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ACOMPANHAMENTO E MAPEAMENTO DOS FOCOS DE DENGUE EM ROSÁRIO DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110375. Acesso em: 1 maio. 2026.