ENSINO DE HISTÓRIA E A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 EM SALA DE AULA: DESAFIOS DO ENSINO REMOTO

Autores

  • Gabriela Almeida Abreu
  • Eduarda Fernandes Jaime Leão
  • Andressa Luiza Ferreira Costa Alves
  • Giane Vargas Escobar
  • Marcia Chaves Rodrigues

Palavras-chave:

Ensino, História, Educação, Relações, Étnico-Raciais, PIBID

Resumo

Neste resumo buscamos apresentar um pouco mais sobre a nossa experiência como bolsistas no núcleo História do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do campus Jaguarão que busca com os objetivos específicos entender e problematizar as relações étnico-raciais buscando refletir quanto a questões de caráter sociais, políticos e culturais a partir do local no qual a escola está inserida onde busca-se conhecer mais quanto a história do local, suas representatividades e protagonismos de pessoas negras. Dentre diversos pontos dos quais nosso subprojeto busca realizar a implementação da lei 10.639/2003 (lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para a inclusão da obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira) em sala de aula é o princípio do qual move nossos estudos dentro do nosso grupo e serve como base para nossas atividades que inclusive tiveram início no mês de outubro do ano de 2020, tendo como Coordenadora Institucional a Profª Drª Giane Vargas e a supervisora Profª Marcia que ministra a disciplina de História no I.E.E. Espírito Santo (local onde o PIBID núcleo História do campus Jaguarão faz a atuação). Dentro do nosso núcleo foram desenvolvidos muitos estudos, leituras e debates que nos prepararam para nossa intervenção na escola e em sala de aula, dentre estes estudos buscamos nos apropriar das normas da BNCC, das Matrizes de Referência do RS, do Projeto Político Administrativo Pedagógico (PPP) da escola citada acima e de leituras de autores como Bell Hooks, Petronilha B. Gonçalves, Delton Aparecido Felipe, Conceição Evaristo, entre outros autores e autoras negros/as que abordam sobre ERER, também participamos de formações complementares no projeto Movimento Educador, proposto dentro da Unipampa Campus Jaguarão, que abrange os Programas PET e PIBID. Um dos projetos dos quais colocamos em prática com as turmas e que tem nos proporcionado muito aprendizado e resultados positivos que marcam nosso trabalho foi a criação do projeto Oficinas PIBID realizados com as turmas da escola de forma síncrona pelo google meet, desta forma nosso grupo foi organizado em duplas e um trio de bolsistas que inclusive redigem este relato. O nosso trio ministrou oficinas para a turma do 1° ano C do ensino médio, contando sempre com um espaço de uma semana para preparar e estudar o conteúdo para a oficina, sempre com a supervisão das professoras responsáveis do nosso núcleo. Nossa primeira Oficina PIBID foi intitulada de Os Clubes Sociais Negros - com ênfase nos clubes do Rio Grande do Sul - abordando esta temática tinhamos o intuito de promover a reflexão dos alunos sobre estes espaços de grande importância para o Patrimônio Cultural Afro-Brasileiro na história da nossa sociedade e principalmente nas memórias e vivencias de pessoas negras pois são espaços que carregam muita representatividade, acolhimento e resistência; e a segunda oficina intitulamos de Regimes e Formas de Governo: Sistemas de poder que interferem em nossas vidas, quando apresentamos aos alunos os Regimes Políticos e as Formas de Governo, abordando sobre as formações dos Estados Nacionais com os seus princípios e elementos de composição destes Estados, das Nações e das Sociedades sem Estado. O intuito era promover a reflexão de como se organizam esses sistemas de poder que interferem em nossas vidas, buscando também a reflexão dos alunos quanto as pessoas que ocupam estes cargos de poder, refletindo com a turma sobre a importância de se ter representatividades nestes cargos e que nós como o povo que escolhe precisamos apoiar representantes mulheres, LGBTQIA+, Afro-Brasileiros, indígenas e quilombolas, comunidades essas que são colocadas em uma posição de minorias no poder. Há também uma oficina que ainda está em planejamento e que não foi colocada em prática por conta do decreto de ensino híbrido, então nos encontramos em aguardo para saber qual a decisão da continuação da nossa intervenção, a oficina que estamos planejando se chamará O Combate aos Racismos: Um novo olhar sobre as africanidades. O nosso núcleo continua atuando com a escola e sempre buscamos levar experiências diversificadas para os alunos que a cada dia nos incentivam ainda mais e nos mostram que estamos no caminho certo, mas com o difícil momento pandêmico que estamos vivendo percebemos muitas dificuldades de acesso e até mesmo de interesse dos alunos da escola e sentimos essa distância quando começamos as intervenções com a nossa supervisora nas turmas, já com as oficinas sentimos que os alunos demonstraram mais interesse nas temáticas desenvolvidas, participando mais e levantando muitos questionamentos que fomentam o debate com eles, sempre enviamos leituras para incentivá-los ao estudo e pesquisa de temáticas que são muito importantes para nossa compreensão do mundo no qual vivemos e que precisam ser abordadas para que haja uma mudança estrutural e institucional em nossa sociedade, já que é assim que o racismo opera.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

ENSINO DE HISTÓRIA E A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 EM SALA DE AULA: DESAFIOS DO ENSINO REMOTO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110272. Acesso em: 14 abr. 2026.