ATENDIMENTO AO ALUNO COM DEFICIÊNCIA: A CONCEPÇÃO DA SENSIBILIDADE COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO.
Palavras-chave:
Pessoa, Deficiência, Instrumento, socioafetivo, AcolhimentoResumo
O atendimento a alunos com deficiência requer diversos critérios e cuidados individuais, tendo em vista que cada sujeito possui diferentes limitações. Contudo, para iniciar esse atendimento é necessário ter cautela e discernimento dos direitos de privacidade e autonomia do indivíduo. Assim, a aplicação genérica da formalidade cria barreiras entre monitor e monitorando, impedindo os avanços esperados para diligência desses alunos. Dessa forma, surge a discussão sobre a influência do olhar sensível na efetividade do atendimento. Este trabalho teve como objetivo compreender a importância do contato direto do aluno com deficiência para com o olhar sensível do monitor, responsável na satisfação de seu desempenho social e acadêmico. Como metodologia, foram realizadas reflexões acerca das experiências do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade (NInA) da Universidade Federal do Pampa em atendimentos efetivos a alunos com Deficiência e pesquisas bibliográficas. O condicionamento para experienciar a primeira abordagem com o educando detém-se a compreensão do seu perfil social e acadêmico. A partir dessa visão de significância é possível dimensionar diversos fatores de acessibilidade que podem ser devidamente compartilhados e desempenhados individualmente. Todavia, para obtenção de conhecimento dos aspectos particulares de cada um, é necessário auferir com antecedência todos os direitos previstos na Lei N°13.146/2015, que dispõe sobre a inclusão da Pessoa com Deficiência, na observância de garantir seu exercício em conformidade às necessidades características de cada aluno, de modo a executar as obrigatoriedades de seus direitos com eficiência. Entretanto, também se faz necessário a existência do vínculo de confiança e proximidade do monitor com o educando, buscando como alternativa de acesso o olhar sensível ao outro, envolvendo a afetuosidade nas inter-relações e aperfeiçoando os aspectos de acessibilidade com dimensão da capacidade de humanizar os atendimentos. Portanto, através dessa concepção é possível possibilitar a melhor abordagem, além de comparticipar dos princípios da educação nas trocas de conhecimento e adesão dos devidos desígnios. Todavia, a concepção da positividade dos efeitos que o afeto proporciona são fatores discutidos em diferentes circunstâncias da sociedade, como reflete a obra O inconsciente Freud (1915) que, conceituando o estudo do afeto e desenvolvendo essa busca no outro, é possível obter esse objeto de avanço social do indivíduo, como fonte psicopedagógica para o progresso da aprendizagem. Em virtude dessa necessidade de alcance, faz-se do acolhimento um dos mais importantes instrumentos de inclusão, ao elevar o espectro social nas diferentes possibilidades de dignificar a vivência educacional, torna-se possível desconstruir fatores de exclusão combatendo a evasão e fortalecendo a permanência dos alunos no espaço acadêmico. Conclui-se que a concepção da sensibilidade como instrumento de inclusão em contato direto do educando para com a sensibilidade humana do monitor é de extrema importância, tendo em vista que possibilita favorecer fatores de conhecimento para o estímulo e aprendizagem do desenvolvimento cognitivo, fomentando a inclusão desse aluno no espaço acadêmico, garantindo não somente seus avanços institucionais, como também a sua formação intelectual, enquanto indivíduo presente na sociedade, com deveres e direitos a serem exercidos, procedendo os avanços socioafetivos no acesso e inclusão dos alunos com dificuldades de aprendizagem, assim, comprovando a singularidade do afeto como instrumento de inclusão.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ATENDIMENTO AO ALUNO COM DEFICIÊNCIA: A CONCEPÇÃO DA SENSIBILIDADE COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110254. Acesso em: 14 abr. 2026.