MONITORIA ACADÊMICA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA O ENSINO DE BIOQUÍMICA

Autores

  • Natanna Luz
  • Elisabete de Avila da Silva

Palavras-chave:

Monitoria, Bioquímica, Docência

Resumo

A proposição de atividades de monitoria no ensino superior foi instituída no art. 41 de 28 de novembro de 1968, partindo como lei Federal nº. 5.540 (BRASIL, 1968). Tendo como um de seus viés a prática docente no ensino superior durante a formação acadêmica, contribuindo assim para o processo de ensino e aprendizagem dos discentes das diversas áreas do conhecimento articulando a prática e a teoria. Além de proporcionar ao monitor e professor aspectos de integração e cooperação entre si, esta atividade envolve a técnica e a didática sendo trabalhadas mutuamente. Em cursos de graduação com habilitação de licenciaturas, principalmente, esta é uma prática a qual os estudantes devem ser estimulados a participar, visto que está diretamente ligada a iniciação à docência, sendo assim um meio do estudante vivenciar a docência no ensino superior e desenvolver diferentes técnicas de ensino e aprendizagem. Durante o período de pandemia observou-se a necessidade de intensificar estudos, onde passar em uma componente parece algo simples devido a ter uma facilidade de acesso a informações, o que no ensino presencial não seria viável. Para os discentes dos cursos de licenciatura, preocupados com a aprendizagem significativa, tornou-se um desafio adequar novas metodologias ao ensino remoto. Portanto, este trabalho tem por finalidade refletir sobre os desafios e as possibilidades encontradas durante a prática de uma aluna do curso de Química Licenciatura, da Unipampa-Campus Bagé, como monitora na componente curricular de Bioquímica, durante o período de pandemia de COVID-19, no primeiro semestre letivo de 2021. A prática docente está inserida nos cursos de licenciatura através de programas como PIBID e Residência Pedagógica, estes são os primeiros momentos aos quais tem-se a oportunidade de adentrar espaços escolares e atuar como professores. A monitoria em si, torna-se diferente destes devido a sua atuação não ser em espaços de ensino básico. O ensino superior requer mais atenção, pois são assuntos que até mesmo para um monitor são recentes os aprendizados e com certo grau de dificuldade, diferente do âmbito escolar, e necessitando de estudos contínuos e desenvoltura de técnicas de ensino pelo aluno monitor. A possibilidade de atuar na graduação e contribuir para o aprendizado de acadêmicos da universidade torna-se extremamente vantajosa, pois não há a pressão de provas ou trabalhos que exijam notas, e sim o aprimoramento do conhecimento de áreas como a bioquímica. Na pandemia aprendeu-se muito sobre ferramentas tecnológicas que se aproximasse da realidade presencial, sendo as mais utilizadas para as monitorias à distância o Jamboard, Google Meet e ChemSketch. Com o uso destas ferramentas podem ser realizadas videochamadas com projeção de imagem, compartilhar quadro branco para interação e até mesmo a criação de moléculas químicas em 3D. O atendimento/reforço para os alunos da componente foi de acordo com o que era proposto pela professora, sendo assim, enquanto monitor teve-se como função atualizar listas de exercícios, fazer videochamadas, contextualizar, pesquisar, analisar as dificuldades dos alunos, mediar os conhecimentos em escritas e apresentações de seminários e atividades como estudos de caso visando um aprendizado mais efetivo. Através desta demanda de atividades, enquanto monitora, foi possível identificar pequenos déficits sobre o domínio do conteúdo de bioquímica, o que permitiu saná-los através de pesquisas e dominá-los enquanto praticava monitoria. A gama de desafios que surge é sempre preocupante no início, e surgem dúvidas tais como: Se compreende o suficiente os conteúdos a ponto de compartilhá-los com outras pessoas?, e esta preocupação constante com um possível erro é que torna a prática docente ainda mais eficiente no âmbito acadêmico, aprende-se a buscar respostas, questionar e investigar até o momento em que ocorre a aula e nota-se que a medida que as questões, por parte dos estudantes, chegam as respostas se desencadeiam de forma natural. A bioquímica em si não é uma componente curricular ,fácil de ser compreendida, pois exige entendimento químico em uma perspectiva microscópica e muitas vezes difícil de ser explicada, mesmo para os alunos que estejam no fim da graduação. A partir da prática de monitoria de bioquímica pode-se concluir que o aprendizado torna-se mais significativo do que quando atua-se neste espaço como estudante, gerando autonomia, confiança, técnicas de ensino de aprendizagem, postura, reforça questões como ética no trabalho, visto que muitas vezes lida-se com colegas/amigos de curso e atribui novas dimensões de conhecimento. Esta é uma experiência que deveria ser tão importante para os estudantes quanto os programas de iniciação à docência, visto que contribui de muitas maneiras para a formação discente, docente e para a universidade, auxiliando na qualidade de ensino, tanto de quem ensina como de quem aprende.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

MONITORIA ACADÊMICA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA O ENSINO DE BIOQUÍMICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110176. Acesso em: 14 abr. 2026.