CARACTERIZAÇÃO DE FILMES FINOS DE TIO2 REVESTIDOS COM WO3
Palavras-chave:
Óxido, titânio, tungstênio, Eletrocromismo, Filmes, finosResumo
A melhora na eficiência energética é um dos principais focos no desenvolvimento de dispositivos eletrocrômicos. Janelas inteligentes, por exemplo, obtidas a partir de filmes finos, são capazes de controlar as taxas de transferência de luz visível e radiação solar para dentro de construções, definindo uma boa relação entre eficiência energética e conforto humano. O presente trabalho teve como objetivo desenvolver filmes finos de TiO2 com WO3 e estudar a influência do revestimento, este estudo foi efetivado através da voltametria cíclica. Para serem produzidos estes filmes, a primeira camada baseou-se na aplicação de uma pasta comercialmente obtida pela Dysol de TiO2 sobre uma placa de vidro recoberta por um substrato de óxido de estanho dopado com flúor através da técnica de Doctor Blade sendo submetido depois a um tratamento térmico a 450 °C durante 1 hora. Posteriormente, este substrato vítreo foi sujeito a técnica de dip-coating a uma velocidade de imersão de 120mm/min em uma solução contendo como precursor tungstênio metálico, solvente peróxido de hidrogênio e como catalisador ácido acético glacial. O filme revestido foi tratado termicamente a 240°C durante 1 hora. A exploração das propriedades eletroquímicas foram feitas em um potenciostato/galvanostato (AUTOLAB PGSTAT 302N) acoplado a uma célula eletroquímica, onde o eletrólito empregado foi o LiClO4 de 0,1mol dissolvido em PC tendo como eletrodo de referência fio de prata e contra eletrodo lâmina de platina de 1cm². O voltagrama de um filme de óxido de titânio utilizado como referência, apresenta um aumento da corrente de pico anódico numa faixa de potencial de 0,75V e corrente de 0,15 mA.cm-2, relativo a reação de oxidação. Já a voltametria cíclica para o filme revestido, mostra um aumento da corrente catódica com o potencial próximo à 0,7V e uma corrente de -0,5 mA.cm-2, relativos a reação de redução do óxido de titanio e tungstênio. Após testes preliminares, concluiu-se que a camada a base de WO3 de fato teve influência sobre o filme de TiO2, melhorando a densidade de cargas catódicas. Os filmes se mostraram livres de rachaduras e homogêneos. Assim, a metodologia se mostrou adequada para a confecção dos filmes.Downloads
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Publicado
2020-12-04
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CARACTERIZAÇÃO DE FILMES FINOS DE TIO2 REVESTIDOS COM WO3. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/107549. Acesso em: 9 abr. 2026.