TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL EM PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE: DO DIAGNÓSTICO A TERAPÊUTICA

Autores

  • Ana Caroline Da Silva Pedroso
  • Laisa Saldanha de Saldanha
  • Nara Regina Tarrago
  • Juliana Bracini Espadin
  • Leticia Silveira Cardoso

Palavras-chave:

Prisioneiros, Infecções, HIV, Enfermagem

Resumo

O tratamento antirretroviral (TARV) atual, em relação a sua apresentação, está ao encontro das necessidades reveladas por consumidores e profissionais de saúde. O número de comprimidos, em alguns casos, reduziu para um ao dia. Isto facilitou a ingestão e o controle adequados do TARV. Quanto aos efeitos colaterais de náuseas, cefaleia, êmese, diarreia, emagrecimento, entre outros, muitos estudos já indicam sua ausência com a atual apresentação. Para os casos em que não se aplicam a dose única indicam o uso de medicações profiláticas para aliviá-los. Tal atualização deve ser conhecida por todos a fim de fortalecer o uso contínuo e adequado do TARV. Resultando na supressão do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e na ausência do surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Todo esse conjunto de informações justificam a realização deste estudo, ao que se acresce elevada taxa de incidência mundial pelo HIV, que em pessoas privadas de liberdade (PPL), segundo Ministério da Saúde, prevalece em elevação. Elaborou-se este estudo com o objetivo de apresentar os motivos para o não início do TARV diante do diagnóstico de HIV/Aids. Estudo misto, do tipo sequencial explanatório, mixados mediante integração (QUAN + QUAL), com atribuição de pesos aos dados QUAL. A população compôs-se por 713 PPL, a seleção amostral ocorreu por conveniência resultando em uma amostra da fase QUAN por 36 e da QUAL por cinco. Aplicou-se, respectivamente, a estatística descritiva e a análise temática aos dados coletados em 2019. Obteve-se aprovação da instituição coparticipe e de Comitê de Ética em Pesquisa para o projeto de pesquisa cadastrado no SIPPEE sob n.20180106112822. Das 36 PPL em uso de medicação antirretroviral no mês de julho de 2019; cinco apresentaram atraso no início do TARV maior do que dois anos. Em média o atraso foi de nove anos e seis meses, o valor mínimo foi de três anos e o máximo de 13 anos. A média de idade da PLL quando diagnosticada com HIV foi de 29 anos e seis meses, intervalo [19-42] anos. Três PPL foram diagnosticadas em Estratégias de Saúde da Família; uma num hospital e outra numa prisão. O adoecimento e a prisão foram os principais fatores promotores do diagnóstico. Já para o atraso no TARV predominou o consumo de drogas e a criminalidade. O consumo de drogas contribui significativamente para o aumento mundial da população prisional, com destaque entre os adultos jovens. Ocomércio de drogas ilícitas tem se caracterizado como a principal causa da privação de liberdade da população feminina. Embora para ambos os sexos esse comércio represente a forma mais fácil e rápida de obter a subsistência. Isto porque essas pessoas apresentam baixa escolaridade e difícil acesso a serviços e ao emprego. Pode-se dizer que a privação de liberdade contribuiu para o início do TARV porque os agentes de segurança viabilizaram o acesso a medicação. E que há muito o que se fazer para diminuir os impactos dos motivos apresentados para o não início do TARV

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Publicado

2020-12-04

Como Citar

TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL EM PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE: DO DIAGNÓSTICO A TERAPÊUTICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/107177. Acesso em: 16 maio. 2026.