ESTAFILECTOMIA COMO TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM UM PUG: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Cirúrgico, Palato, prolongado, RespiratórioResumo
A síndrome braquicefálica é caracterizada por apresentar alterações morfológicas na estrutura do crânio e dos tecidos do sistema respiratório superior, com sintomatologia compatível com o grau de obstrução parcial dessas estruturas e manifestando-se em diferentes intensidades. Uma das alterações anatômicas presente nesses pacientes é o prolongamento do palato mole, cujo tratamento é a remoção parcial desse tecido em excesso, denominando-se de estafilectomia. O objetivo do presente trabalho é relatar o tratamento de um cão que apresentava a síndrome braquicefálica, através da correção por estafilectomia. Foi atendido no Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal de Pelotas um cão da raça Pug, macho com 7 anos de idade e pesando 12,6kg. Os tutores já chegaram com diagnóstico definitivo de síndrome braquicefálica proveniente de consulta a outro veterinário. Na anamnese observou-se que o paciente apresentava ronquidão e dificuldades respiratórias desde filhote, ficando cansado facilmente após atividades físicas exacerbadas. No exame físico pode-se notar que o paciente apresentava sobrepeso, estenose dos orifícios nasais, prolongamento do palato mole e uma prega cutânea acima do nariz que dificultava a função respiratória. Os demais parâmetros avaliados encontravam-se dentro do fisiológico. Foram realizados exames complementares, o exame hematológico completo apresentou-se dentro da normalidade e através da radiografia torácica pode-se identificar impressões diagnósticas alteradas em região laringo-faringeana, sendo sugestivas de edema de epiglote com prolongamento de palato mole. Com os relatos identificados na anamnese, exames físicos e complementares foi confirmado o diagnóstico de síndrome braquicefálica e feito um planejamento cirúrgico para o paciente. O animal foi encaminhado para o setor cirúrgico do hospital, sendo realizado nele o protocolo anestésico e o mesmo, preparado para o procedimento cirúrgico. Após estabilização do plano anestésico, o paciente foi posicionado em decúbito esternal, com a boca completamente aberta. Inicialmente, foram passados dois fios de fixação adicionais no proposto local da ressecção das bordas direita e esquerda do palato, foi transeccionado aproximadamente um terço do tecido em excesso. Em seguida, foi realizada hemostasia e síntese com sutura contínua simples utilizando fio absorvível (Vicryl) 4-0 na borda do palato. No pós-operatório, foi solicitado repouso, uso de colar elisabetano e alimentação pastosa durante 7 dias; prescritas medicações como dipirona (25mg/kg), cloridrato de tramadol (5mg/kg), prednisolona (0,5mg/kg) e enrofloxacina (5mg/kg); e retorno após 10 dias para uma reavaliação clínica e remoção dos pontos. No retorno, pode-se observar uma melhora significativa dos sinais clínicos e bordas das feridas cirúrgicas coaptadas, demonstrando uma cicatrização eficiente. Dessa forma, pode-se concluir que a técnica obteve êxito, pois o paciente apresentou melhora do quadro respiratório.Downloads
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Publicado
2020-12-04
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ESTAFILECTOMIA COMO TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM UM PUG: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106949. Acesso em: 26 maio. 2026.