UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO PRÁTICA TERAPÊUTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Palavras-chave:
Plantas, medicinais, Medicina, família, Promoção, saúde, SUSResumo
As plantas medicinais e a fitoterapia possuem importância reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, principalmente nos países em desenvolvimento, nos quais se estima que de 70-90% da população dependa das plantas para a realização da atenção primária. Observa-se que o uso de plantas medicinais pela população muitas vezes não condiz com as orientações presentes na literatura científica, pois a maioria dos consumidores o fazem por sugestão e orientação de familiares. Objetivamos relatar a experiência dos acadêmicos de medicina no componente de Vivências no SUS e suas percepções sobre o uso de plantas medicinais pela população adscrita à Estratégia de Saúde da Família (ESF) 14. Foi realizado o levantamento de um formulário de opinião sobre utilização de plantas medicinais e fitoterápicos pela comunidade adscrita à ESF 14-Tabajara Brites, Uruguaiana-RS. Compilou-se 153 respostas no programa SPSS 17.0. Então foram produzidos um cartaz e folder com o programa Canva, que continham informações sobre as plantas mais usadas pela comunidade. Por último, realizou-se encontro com os profissionais da saúde da ESF seguido de um encontro com a comunidade, nos quais foram debatidos as experiências com plantas, o uso adequado, os possíveis efeitos colaterais. As Vivências no SUS visam propiciar maior vínculo entre os acadêmicos e a comunidade, os estágios na ESF 14 evidenciaram que a comunidade utiliza com frequência as plantas medicinais tanto para fins terapêuticos quanto em temperos ou associados ao chimarrão. Cientes de que as Práticas Integrativas e Complementares do SUS incluem a fitoterapia como atividade terapêutica, uniu-se o conhecimento popular ao científico. Com isso, percebeu-se que 75% dos usuários da ESF fazem uso das plantas medicinais e, a maioria desconhece seus efeitos adversos e possíveis interações medicamentosas. De posse dos dados do formulário de opinião, desenvolveu-se um grupo operativo com o intuito de abordar os efeitos ativos e colaterais das principais plantas utilizadas e abrir um espaço para o compartilhamento de experiências pessoais sobre o tema. Por fim, o folder produzido funcionou como ferramenta de consulta rápida a partir do que foi discutido no grupo. Um desafio observado foi a dificuldade em organizar a discussão de um grupo operativo com muitos participantes. Em suma, as atividades realizadas se mostraram eficazes para os profissionais da ESF-14, população adscrita participante e para o grupo de acadêmicos. A coleta de dados e discussão do tema proporcionaram conhecimento sobre hábitos da população, troca de experiência e conhecimento e fortalecimento do vínculo entre os usuários, profissionais da unidade e acadêmicos. Por fim, constata-se que para a realização de grupos maiores é necessário reavaliar a dinâmica.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO PRÁTICA TERAPÊUTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106770. Acesso em: 28 abr. 2026.