AVALIAÇÃO DA DOR DO PACIENTE GRAVE E MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS DE ALÍVIO
Palavras-chave:
Avaliação, dor, Terapia, Intensiva, ManejoResumo
O manejo da dor no ambiente hospitalar ainda é tido como um grande desafio a ser superado pelos profissionais de saúde, considerando a subjetividade da dor. Em ambientes de cuidado intensivo o paciente experimenta a dor de forma moderada ou intensa. Nesse viés, a analgesia e a sedação farmacológica são ferramentas de manejo clínico comumente utilizadas. Diante disso, é relevante considerar a importância da avaliação da dor e a possibilidade de instituir medidas não farmacológicas no cuidado intensivo ao paciente grave, a fim de reduzir o uso desnecessário de fármacos. Objetivou-se relatar a experiência de elaboração de fluxograma para a avaliação da dor do paciente grave e para a aplicação de medidas não farmacológicas de alívio. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência. Este trabalho está vinculado ao projeto de extensão intitulado Sistematização da Assistência em Unidade de Terapia Intensiva, desenvolvido pelo LACIN (Laboratório de Estudos em Cuidados Intensivos) da UNIPAMPA. O fluxograma foi elaborado no mês de agosto/setembro de 2020, a partir de revisão de artigos que comportam as principais ferramentas de avaliação da dor e medidas não farmacológicas de alívio voltadas para cuidados intensivos, especialmente as escalas validadas no Brasil. O material ilustrativo foi elaborado por meio do aplicativo Apresentações da plataforma Google. O fluxograma inicia com avaliação da verbalização ou não do paciente. A partir disso, a tomada de decisões, representadas por figuras geométricas, guiam o profissional quanto a aplicação das escalas de avaliação da dor. A escala numérica é indicada para pacientes que conseguem relatar a presença, intensidade e localização da dor. A escala comportamental da dor, que envolve a avaliação da expressão facial, da movimentação dos membros superiores e a ventilação mecânica, é utilizada em pacientes com a comunicação verbal prejudicada, por intubação endotraqueal, ou em estado de coma neurológico/metabólico ou induzido. Pontuação acima de quatro indica presença de dor moderada e acima oito dor intensa. Na presença de dor é sugerida a aplicação das medidas de alívio. Se a dor estiver ausente, e nenhum procedimento for realizado, é indicada a reavaliação a cada duas horas e a promoção do conforto e manejo do paciente com delicadeza. Cabe ressaltar as medidas de alívio como o adequado posicionamento de dispositivos, do paciente no leito, e verificação da pele e mucosas. Além disso, certificar-se da adequação da luz, temperatura e ruídos do ambiente. Por conseguinte, a sistematização da avaliação da dor se mostrou de grande valia, pois diminui a subjetividade desse sinal e direciona o atendimento de acordo com as necessidades de cada paciente. Ademais, a implementação de medidas não farmacológicas para o alívio da dor, são importantes, porém mantém-se a atenção para a necessidade de analgesia, tendo vista a importância do conforto do paciente.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DA DOR DO PACIENTE GRAVE E MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS DE ALÍVIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106747. Acesso em: 28 abr. 2026.