CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS AURICULAR EM FELINO - RELATO DE CASO
Palavras-chave:
carcinoma, células, escamosas, orelhas, neoplasia, radiação, UV, prevençãoResumo
O carcinoma de células escamosas é uma neoplasia cutânea maligna comum em cães e gatos, com desenvolvimento associado à exposição crônica à radiação UV. As lesões mais frequentes são as apresentadas no plano nasal, pálpebras, orelhas e lábios, locais os quais possuem intensa exposição solar. Esses tumores se desenvolvem em áreas com pouca pigmentação e desprovidas de cobertura pilosa. É uma neoplasia altamente invasiva e localmente destrutiva, promovendo deformação anatômica. Observa-se maior ocorrência em animais de pelagem clara, curta e também em idosos. O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso avançado de carcinoma de células escamosas (CCE) em um gato, como forma de manifestar a importância da prevenção dessa neoplasia. Um felino fêmea, sem raça definida, de quinze anos de idade foi atendido no Hospital Universitário Veterinário da Unipampa, com histórico de há 3 meses apresentar secreção e prurido no conduto auditivo esquerdo. Na anamnese o responsável relatou que há 3 semanas o animal passou por consulta em outra clínica, na qual prescreveram tratamento para otite por 15 dias, porém não obteve sucesso, e com tudo, apresentou piora e agravamento do caso clínico. Além disso, informou que o paciente se expunha ao sol frequentemente. Foi observado no exame físico que o paciente se encontrava caquético, apático, moderadamente desidratado e com a mucosa de coloração rósea pálida, também, foram vistas lesões ulceradas, crostosas em pina e na base da orelha, sendo as suspeitas clínicas de otite média, esporotricose, criptococose e CCE. Para o auxílio ao diagnóstico foi realizado exame citológico esfolitiativo que indicou amostra com grande número de células superficiais escamosas e moderada atipia, sugestivo de neoplasia maligna, sendo o CCE o mais provável. Após o atendimento clínico, o animal foi submetido à internação para tratamento terapêutico de suporte, os fármacos utilizados por via intravenosa foram amoxicilina com clavulanato 22 mg/kg a cada doze horas para reduzir os riscos de infecção secundária devido à otite, omeprazol 1 mg/kg e metaclopramida 0,5 mg/kg a cada vinte e quatro horas para evitar gastrite e êmese, respectivamente, e cloridrato de tramadol 3 mg/kg via intramuscular para analgesia do paciente, além disso, foi realizado limpeza nos ouvidos a cada doze horas com epiotic e tratamento tópico com natalene. Consequente à uma melhora considerável do quadro clínico, sobre anestesia, foi realizada coleta de um fragmento da pele da base da orelha esquerda do animal para realização de um exame histopatológico que confirmou o diagnóstico para CCE. O animal recebeu alta hospitalar e foi indicado à uma clínica para realizar ressecção lesional cirúrgica e quimioterapia, no entanto, antes de realizar veio à óbito. Em vista do caso exposto, pode-se verificar a importância da prevenção e de um tratamento imediato, já que essa neoplasia possui um comportamento biológico agressivo e um prognóstico reservado.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS AURICULAR EM FELINO - RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106686. Acesso em: 28 abr. 2026.