RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA EM CÃO COM OSTEOMIELITE CRÔNICA
Palavras-chave:
Resistência, antimicrobiana, Osteomielite, crônica, Uso, indiscriminado, AntibióticosResumo
O uso irracional de antibióticos atribuído à alta adaptação bacteriana, gera um grave problema de saúde única. O surgimento de superbactérias é devido à sua resistência adquirida à maioria dos antibióticos existentes. A desinformação sobre consequências do uso sem prescrição, posologia errada e a fácil aquisição de antibióticos para animais, agrava ainda mais essa problemática. Com isso, o objetivo do trabalho foi relatar o desenvolvimento de resistência antimicrobiana em um canino com osteomielite crônica em tíbia, e a importância do controle do uso de antibióticos na Medicina Veterinária. Um canino sem raça definida, macho, com 4 anos e 13,4 Kg foi atendido no Hospital Universitário Veterinário da UNIPAMPA. No histórico, a proprietária relatou que o cão foi submetido a osteossíntese de tíbia e fíbula, pós fratura por atropelamento há um ano, mesmo após a cirurgia, nunca apoiou o membro definitivamente e iniciou uma claudicação persistente no mesmo. Mais tarde, a ferida cirúrgica começou a fistular, produzindo secreção serosa. Por esse motivo, usou-se vários antibióticos prescritos por veterinários e adquiridos sem prescrição para tratamento. Para confirmar o diagnóstico de osteomielite crônica foi realizado raio-x do membro, sendo sugestivo de infecção óssea. O hemograma solicitado, apresentou leucocitose e o cultivo e antibiograma da fistula, resultou no crescimento de Staphylococcus coagulase positiva, sensível aos antibióticos Amicacina, Cloranfenicol, Doxicilina e Tetraciclina, e resistente à Ampicilina/ Sulbactam, Amoxicilina/Ácido Clavulânico, Cefalotina, Cefotaxima, Cefazolina, Cefoxitina, Ciprofloxacino, Clindamicina, Eritromicina, Gentamicina, Levofloxacina, Norfloxacina e Rifampicina. Devido à resistência antimicrobiana e osteomielite crônica, optou-se pela amputação do membro. No pós-operatório, prescreveu-se opioides (metadona 0,3 mg/kg TID/4 dias, tramadol 2 mg/kg TID/11 dias), anti-inflamatório (meloxican 0,1mg/kg SID/4 dias), protetor gástrico (ranitidina 2 mg/kg BID/11 dias), antipirético (dipirona 25 mg/kg TID/4 DIAS), fluidoterapia (Ringer Lactato 50 ml/kg/dia 3 dias) e os antibióticos sulfato de amicacina, indicado em infecções sistêmicas severas (15 mg/kg TID/4 dias) e ceftriaxona, usado em infecções ósseas (30 mg/kg BID/11 dias). Após estar clinicamente bem, com a ferida cirúrgica cicatrizada e não necessitar mais de antibioticoterapia, foi dado a alta. A partir do exposto, pode-se observar que os efeitos do emprego indisciplinado de antibióticos em animais de companhia podem levá-los a desenvolver quadros de infecções graves de difícil tratamento. Embora sejam importantes em casos como osteomielite crônica, o sucesso terapêutico está diretamente ligado ao seu uso correto. A antibioticoterapia deve ser prescrita por profissionais habilitados (médicos/veterinários) e ter um controle da venda para uso em animais mais rígido, para assim ser possível diminuir a casuística de resistência antimicrobiana que afeta a saúde única.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA EM CÃO COM OSTEOMIELITE CRÔNICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106677. Acesso em: 28 abr. 2026.