POSTOPLASTIA EM CÃO COM PARAFIMOSE - RELATO DE CASO

Autores

  • Roger Tondolo
  • Sandy Liara Primaz
  • Igor Cézar da Cruz Kniphoff
  • Aline de Moura Jacques
  • Maria Lígia de Arruda Mistieri
  • Diego Vilibaldo Beckmann

Palavras-chave:

Parafimose, avanço, prepucial, criptorquidismo, bilateral

Resumo

A parafimose canina é uma enfermidade de baixa frequência em cães e de etiologias variadas, a qual consiste na incapacidade do pênis em se retrair corretamente. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de parafimose em um cão associado a criptorquidismo bilateral submetido a correção cirúrgica. Foi atendido um paciente canino macho, da raça pinscher, com 3 anos e 4 meses de idade. Na avaliação clínica o animal apresentava sinais vitais dentro da normalidade e demonstrava desconforto à manipulação da região abdominal, constatando-se que o animal possuía os testículos na região inguinal bilateralmente. Além disso, o animal apresentava exposição peniana, sendo indicativo de parafimose. O tratamento cirúrgico consistiu na orquiectomia bilateral e posterior postoplastia. A orquiectomia consistiu de incisão na região inguinal bilateralmente, seguida de técnica aberta; a qual não apresentou intercorrências, tendo sucesso no procedimento. A postoplastia foi realizada através da técnica de avanço prepucial, onde foi feita uma incisão em forma de meia lua na pele cranialmente ao prepúcio com largura aproximada de 2 cm. Após a incisão, realizou-se a dissecção da pele e subcutâneo, os quais foram retirados posteriormente. Ainda foi realizado um encurtamento dos músculos prepuciais para promover o avanço prepucial. Realizou-se redução do espaço morto no sentido caudo-cranial em padrão walking suture e sutura do subcutâneo em padrão zig-zag, ambos com fio inabsorvível (Nylon 4-0). Consequentemente foi realizada a sutura da pele com pontos isolados simples, utilizando fio inabsorvível (Nylon 4-0). Na parte proximal do prepúcio realizou-se uma incisão nas bordas com o intuito de reavivar as mesmas. Posteriormente sobre a incisão foi feito um ponto isolado simples com fio inabsorvível (Nylon 4-0) para redução do óstio prepucial. Após 14 dias o animal retornou para avaliação, sendo que a exposição peniana havia reduzido e o animal estava urinando normalmente e por esta razão foi dada alta médica. Após quatro meses o responsável pelo animal contatou o hospital e relatou que os sinais clínicos haviam retornado. A partir disso, justifica-se a escolha deste relato de caso em demonstrar que a postoplastia é a técnica de escolha para correção de parafimose em cães mesmo que haja recidiva dos sinais clínicos . A escolha deste relato de caso abordar a postoplastia justifica-se tendo em vista que a parafimose é decorrente de várias causas e o procedimento cirúrgico de correção não é comumente relatado em pequenos animais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-11-20

Como Citar

POSTOPLASTIA EM CÃO COM PARAFIMOSE - RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106676. Acesso em: 28 abr. 2026.