VISITA DOMICILIÁRIA COMO TECNOLOGIA DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL:RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Atenção, à, saúde, Saúde, mental, Multiprofissional, Integralidade, Ação, terapêuticaResumo
A visita domiciliária (VD) é um importante instrumento de trabalho, que auxilia no reconhecimento do contexto social, socioeconômico e psicossocial dos indivíduos. Se constitui em uma prática que possibilita o cuidado em saúde mental do usuário e sua rede social. Relatar a vivência experienciada por uma equipe multiprofissional de residentes em Saúde Mental Coletiva da Universidade Federal do Pampa, por meio de visitas domiciliárias. Trata-se de um relato de experiência oriundo de práticas realizadas em domicílio no ano de 2020 no território da Estratégia de Saúde da Família (ESF), do bairro São João do município de Uruguaiana/RS. Foram realizadas cinco VDs a um usuário de 50 anos, politraumatizado e com sequelas neurológicas, acamado, vítima de um acidente de trabalho há dois meses. O usuário, encontrava-se no leito, debilitado, em uso de sonda nasogástrica e traqueostomia. Estava aos cuidados de seus filhos (as) e esposa, que na oportunidade relataram ter modificado a rotina familiar para cuidá-lo. Durante as VDs buscou- se perceber as particularidades dos sujeitos e conhecer o cenário domiciliar. Para tanto, o cuidado foi permeado pela escuta ativa aos membros envolvidos. Foram realizadas orientações gerais de nutrição, enfermagem e saúde mental. Buscou-se conduzir o caso respeitando as escolhas da família, agindo de forma empática e com respeito a suas particularidades. O caso foi discutido com a equipe da ESF, no qual a ideia foi desenvolver uma linha de cuidados. Foi elaborado um Genograma com o intuito levantar informações sobre os membros e suas relações, utilizada pela terapia sistêmica familiar. Foram elencados pontos da Rede de Atenção Psicossocial que poderiam ser acionados para garantir a integralidade do cuidado dos envolvidos. Percebeu- se inicialmente, que os familiares se apresentavam apreensivos em relação aos cuidados, houve pouca comunicação entre usuário e profissionais. A família demonstrou-se proativa e interessada durante todos os momentos, isso auxiliou no diálogo e a abertura deles em relação a assuntos abordados. Percebeu-se modificações positivas ao longo do acompanhamento, através da escuta ativa ficou evidente que os familiares apresentaram melhor organização da rotina de cuidados e que o usuário se demonstrava mais feliz a cada retorno, observado através de gestos e sorrisos, apresentaram-se menos tensos, com maior autonomia e motivação para ofertar os cuidados, além disso, notou-se que após as orientações em relação aos cuidados clínicos, houve melhora nesses aspectos, observadas pela rápida cicatrização das feridas, adequada higienização da traqueostomia e recuperação adequada do peso. A experiência das VDs fez emergir sobre a necessidade de um acompanhamento empático e humanizado, tornando-se um facilitador para o fortalecimento do vínculo entre profissional/usuário/familiares, destaca-se ainda, que a utilização dessa tecnologia de cuidado demonstrou ter contribuído para uma evolução clínica positiva do caso.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
VISITA DOMICILIÁRIA COMO TECNOLOGIA DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL:RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105838. Acesso em: 14 abr. 2026.