ANÁLISE DA RECEPTIVIDADE DAS ATIVIDADES DE ENSINO REMOTO EMERGENCIAIS PELOS DISCENTES DA ENGENHARIA FLORESTAL

Autores

  • Leon Ferreira
  • Estéfany Abreu Roballo
  • Bruna Denardin da Silveira
  • Hamilton Munari Vogel

Palavras-chave:

Isolamento, Social, Pandemia, Meios, Digitais, Educação

Resumo

Nesse momento de isolamento social, devido à pandemia da COVID-19, se faz necessário adaptar a universidade pública para enfrentar as adversidades desse período atípico. Em decorrência das medidas para enfrentamento da situação de emergência de saúde pública dispostas na Lei nº 13.979/2020, as aulas presenciais foram suspensas por tempo indeterminado. Desse modo, os meios digitais se tornaram indispensáveis para manter as atividades acadêmicas. Sendo assim, a Universidade Federal do Pampa através da Portaria nº 1661, de 18 de agosto de 2020, implementou um calendário acadêmico com base em um método de ensino provisório denominado Atividades de Ensino Remoto Emergenciais. Com isso, foram estabelecidos, pelas comissões de cursos, os componentes curriculares possíveis de serem ofertados seguindo as orientações das Atividades de Ensino Remoto Emergenciais da Unipampa. Dentro desse contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a aceitação do ensino remoto por parte dos alunos do curso de Engenharia Florestal da Unipampa campus São Gabriel. Para tanto, realizou-se uma consulta aos discentes através de um formulário online pelo aplicativo Google Forms, onde os alunos classificaram a qualidade do ensino remoto e apontaram possíveis dificuldades e melhorias. O formulário apresentou questões como: semestre; disciplinas cursadas no corrente semestre; avaliação sobre o ensino remoto de forma geral; plataformas digitais utilizadas; dificuldade ao utilizar algumas das plataformas digitais; sugestões de melhoria. Os dados coletados foram organizados em tabelas no software Microsoft Excel e, em seguida, gerados gráficos. Os resultados do formulário foram encaminhados à coordenação do curso, sendo utilizados como base para a busca por melhorias para esse método de ensino provisório. Obteve-se 43 respostas, correspondendo a participação de 32,82% do total de alunos matriculados no curso de engenharia florestal. Assim, foi possível atribuir o baixo retorno dos acadêmicos a falta de acesso à internet; falta de costume de verificar o e-mail institucional; trancamento de curso devido a esse período de pandemia ou por motivos pessoais; dificuldade em manusear a ferramenta (Google Forms); entre outros. Também, cogita-se a possibilidade de que uma consulta online não seja o melhor método, devido à falta de conexão de alguns alunos, estes que podem não ter acesso livre à internet, conseguindo utilizá-la somente para o necessário, ou até mesmo, podem não possuir nenhum tipo de acesso. Apesar das dificuldades, 67,4% do total que respondeu o questionário, acredita que as Atividades de Ensino Remoto Emergenciais estão classificadas em bom e 23,3% dos estudantes categorizam como regular. Portanto, observou-se que, embora algumas adversidades enfrentadas pela comunidade discente, a grande maioria está satisfeita com as condições da metodologia de ensino provisória adotada.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

ANÁLISE DA RECEPTIVIDADE DAS ATIVIDADES DE ENSINO REMOTO EMERGENCIAIS PELOS DISCENTES DA ENGENHARIA FLORESTAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105763. Acesso em: 14 abr. 2026.