EFEITOS COMPORTAMENTAIS DA EXPOSIÇÃO EMBRIONÁRIA À PERMETRINA DURANTE OS PRIMEIROS ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DE PEIXES-ZEBRA.
Palavras-chave:
Piretróides, 1, Danio-rerio, 2, Embriões, 3, Desenvolvimento, 4, Ansiedade, 5Resumo
Inseticidas piretróides do Tipo I, como a permetrina (PM), são comumente utilizados em ambientes domésticos. Esses inseticidas são considerados seguros em relação à outras classes de inseticidas. Entretanto, estudos têm alertado sobre os riscos de exposição de organismos em desenvolvimento a esses compostos. A PM atua sobre os canis de sódio voltagem-dependente levando a despolarização prolongada, e consequentemente, a um estado de hiperexcitabilidade. Além disso, os efeitos pró-oxidativos, já reportados, da PM também podem afetar os processos de replicação e diferenciação celular de células nervosas durante o desenvolvimento levando a danos persistentes durante o desenvolvimento. Desse modo, este estudo teve como objetivo avaliar a persistência os efeitos neurotóxicos da PM durante os estágios iniciais de desenvolvimento de peixes-zebras através da avaliação de parâmentros comportamentais. Embriões de peixe-zebra (3 horas pós-fertilização; hpf) foram expostos à concentrações sub-letais de PM (25 e 50 µg/L) durantes as primeiras 24h de desenvolvimento. Após o período de exposição, os embriões foram removidos da solução de exposição e foi permitido o seu normal desenvolvimento em condições ideias até o 7º dia pós-fertilização (dpf). Avaliações comportamentais motoras e não-motoras foram realizadas em tempos chave do desenvolvimento embrionário: 28 hpf (avaliação dos movimentos espontâneos), 72 hpf (reflexo de escape) e 7 dpf (campo aberto e claro-escuro). Os embriões expostos a PM apresentaram uma diminuição significativa no número de movimentos espontâneos. Quando submetidos ao teste de reflexo de resposta, foi possível observar uma diminuição na sensibilidade e na resposta de fuga. Esses dados apontam para uma diminuição na capacidade motora dos animais expostos a PM. No entanto, quando as larvas atingiram 7 dpf, foi possível observar apenas alterações na preferencia espacial nos testes de campo aberto e claro-escuro, sem alterar parâmetros locomotores. As larvas apresentaram maior preferencia pela periferia do aparato no teste de campo aberto e preferencia pela região clara no teste de claro-escuro, dados que revelam um caráter mais ansioso dos animais tratados. Em conclusão, observamos que a exposição embrionária a PM foi capaz de diminuir a capacidade motora nos estágios mais iniciais do desenvolvimento e, também, foi capaz de alterar parâmetros comportamentais ligados à ansiedade durante os estágios finais do desenvolvimento larval, demonstrando a persistência dos efeitos de exposição à PM durante os estágios iniciais do desenvolvimento.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-08-28
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EFEITOS COMPORTAMENTAIS DA EXPOSIÇÃO EMBRIONÁRIA À PERMETRINA DURANTE OS PRIMEIROS ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DE PEIXES-ZEBRA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/104029. Acesso em: 7 out. 2026.