ADSORÇÃO DE AZUL DE METILENO UTILIZANDO CASCA DA CASTANHA DO PARÁ COMO ADSORVENTE
Palavras-chave:
Azul, metileno, Adsorção, Castanha, Pará, Capacidade, adsorção, Percentual, remoçãoResumo
Os corantes têxteis podem ser encontrados em efluentes e são responsáveis por reduzir ou impedir a passagem de luz solar em rios e lagos, causando a redução da fotossíntese e afetando a vida aquática, sendo necessário então a sua remoção. Para a remoção, a adsorção é uma das técnicas mais promissoras, pois inibe as propriedades tóxicas e restringe o transporte dos corantes em sistemas aquáticos, além de não gerar lodo residual. A casca da castanha do Pará é um material abundante e disponível existente na região amazônica, que pode ser usado em diferentes aplicações, entre elas em processos de adsorção. A casca tem a função de proteger as amêndoas comestíveis do fruto. O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar a capacidade de adsorção e percentual de remoção da casca da castanha do Pará em diferentes massas, possuindo o tratamento de lavagem antes da secagem. As amostras foram lavadas com água corrente e secas em estufa a 104°C por 24 h. Em um moinho de facas moeu-se o material seco e posteriormente fez-se uma análise granulométrica com o auxílio de peneiras durante 15 min. Para o ensaio de adsorção, utilizaram-se massas de 0,1, 0,2, 0,5 e 1g do adsorvente que ficaram em contato com 50 mL do adsorvato azul de metileno [AM] 70 ppm por 60 min, em uma mesa agitadora. Após, colocou-se as amostras em uma centrífuga por 5 min a 3000rpm, a fim de decantar os sólidos. Leu-se as absorbâncias em um espectrofotômetro UV-visível no comprimento de onda de 640 nm. Os resultados da análise granulométrica revelaram que 52,46% das partículas ficaram retidas na peneira de Tyler 32 e Dp de 0,75. No processo de adsorção as amostras contendo 0,5 e 1 g do adsorvente foram as que obtiveram os melhores resultados, possuindo uma capacidade de adsorção igual a 6,894 e 3,464 mg.g-1 e um percentual de remoção de 98,510 e 99,196 %, na devida ordem. As amostras de 0,1 e 0,2 g de adsorvente possuiram um percentual de remoção de, respectivamente, 36,067 e 67,750 %, valores considerados muito baixos se comparados com as outras amostras, demonstrando que as quantidades de massas utilizadas não foram suficientes para que a remoção do adsorvato acontecesse. Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que a casca da castanha do Pará apresentou um potencial para a adsorção, visto que, ela foi apenas lavada e não possuía tratamentos específicos. Palavras-chave: Azul de metileno. Adsorção. Castanha do Pará. Capacidade de adsorção. Percentual de remoção.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ADSORÇÃO DE AZUL DE METILENO UTILIZANDO CASCA DA CASTANHA DO PARÁ COMO ADSORVENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101550. Acesso em: 3 maio. 2026.