CAPACIDADE INIBITÓRIA DE BACTERIOCINA PURIFICADA DE LACTOBACILLUS SAKEI CONTRA STAPHYLOCOCCUS AUREUS

Autores

  • Tayná Nunes
  • Káren Goulart Morrudo
  • Luciano dos Santos Almeida
  • Caroline Costa Moraes

Palavras-chave:

Bacteriocina, Purificação, Precipitação, sulfato, amônio

Resumo

Devido a mudanças no estilo de vida e de mudanças culturais da população, nota-se a grande procura por novos tipos de alimentos, principalmente os naturais, que não sofrem adição de conservantes químicos. Grande parte dos estudos realizados sobre a conservação natural de alimentos possuem como alvo principal as bacteriocinas. Por definição, bacteriocinas são pequenos peptídeos sintetizados nos ribossomas das células bacterianas e que possuem atividade antimicrobiana, tendo, dessa forma, um elevado potencial de servir como um conservante natural, aumentando a vida útil de alimentos. Tem-se como Lactobacillus um dos gêneros mais importantes como produtores de bacteriocinas, onde classifica-se o Lactobacillus sakei. Nesse trabalho, portanto, objetiva-se verificar a capacidade inibitória de uma bacteriocina purificada obtida a partir da fermentação de Lactobacillus sakei frente ao micro-organismo S. aureus. Portanto, para produção da bacteriocina, foi utilizada a cepa da bactéria em questão. A fermentação ocorreu em Erlenmeyer contendo 50 mL de MRS (Lactobacillus MRS Broth) sob agitação de 150 rpm, temperatura controlada em 32ºC durante 48 horas. Em seguida, o caldo fermentado foi centrifugado a 5500 rpm por 15 minutos a 15ºC, duas vezes, obtendo o que foi denominado de Extrato livre de células (ELC). O ELC foi submetido ao processo de purificação pelo método de precipitação por sal, onde foi adicionado sulfato de amônio até atingir a saturação de 80%, e mantido sob refrigeração e em repouso por 2 horas. Passado esse tempo, realizou-se a centrifugação nas mesmas condições anteriores. Para análise da capacidade inibitória da bacteriocina, foi utilizado o método spot on the law, onde se adicionou ágar Muller Hinton a duas placas de Petri estéreis. Após a solidificação do ágar, em ambas as placas, adicionou-se 100 µL da microbiota contaminante (S. aureus) e, em seguida, foram feitos três orifícios de 5 mm no ágar para acrescentar o extrato purificado, resultante do sobrenadante após a purificação, e na segunda placa, o caldo MRS, tornando esta a de controle. As placas foram incubadas por 16 horas a 35ºC. Na placa controle foi observado o crescimento exagerado de colônias, enquanto que na placa com adição de extrato, as colônias crescidas poderiam ser contadas. Dessa forma, o resultado indica a ação inibitória da bacteriocina utilizada, mostrando a viabilidade da mesma seguir sendo objeto de estudo para posterior aplicação em alimentos, possivelmente aumentando a vida de prateleira dos mesmos.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

CAPACIDADE INIBITÓRIA DE BACTERIOCINA PURIFICADA DE LACTOBACILLUS SAKEI CONTRA STAPHYLOCOCCUS AUREUS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101543. Acesso em: 3 maio. 2026.