CAN WE DO IT?: UM ESTUDO NETNOGRÁFICO NO FACEBOOK SOBRE CIBERATIVISMO FEMININO NAS ELEIÇÕES 2018
Palavras-chave:
Ciberativismo, Redes, sociais, CiberdemocraciaResumo
Com a comunicação na web ganhando cada vez mais presença na vida dos indivíduos, as trocas de informações e discussões online estão adquirindo importância na vida de cada um, permitindo inclusive uma nova forma de fazer política (GUZZI, 2010). Um fator como esse permite que sejam realizadas mobilizações online por parte dos eleitores, podendo potencializar campanhas eleitorais de seus candidatos, sejam elas presenciais, digitais, individuais ou coletivas (MAIA; GOMES; MARQUES, 2011). No ano de 2018 o período eleitoral do Brasil foi marcado por uma grande mobilização online por parte dos eleitores, dando destaque ao movimento feminista que foi quem deu início às mobilizações, reunindo mais de 3 milhões de mulheres em um grupo criado no Facebook. Diante do cenário trazido pelos autores e das mobilizações digitais ocorridas durante o período eleitoral de 2018 no Brasil, definiu-se o seguinte problema de pesquisa: Como as redes sociais contribuem e fortalecem movimentos ciberativistas? Este estudo teve como objetivo geral compreender como as redes sociais contribuem e fortalecem movimentos ciberativistas feministas, e estabeleceu-se como objetivos específicos traçar o perfil das mulheres ciberativistas do período eleitoral de 2018 no Brasil e conhecer quais as motivações ciberativistas dessas mulheres ao apoiar ou não as hashtags #EleSim e #EleNão. Esta pesquisa tem caráter exploratório e foi realizada através de uma abordagem quantitativa e qualitativa, utilizando-se do método da netnografia descrito por Kozinets (2014), e a coleta de dados deu-se conforme definido por Kozinets: na primeira etapa, coleta de dados arquivais (análises); e a segunda com a coleta de dados extraídos com questionário através do Google Forms e entrevistas com os membros dos grupos. A análise dos dados foi feita por meio da técnica de análise interpretativa. Destacou-se que as mulheres possuíam motivos fortes para integrar-se aos grupos. No caso do #EleSim, as mulheres justificavam seu apoio no candidato pois o viam como uma figura honesta e conservadora de valores e que o mesmo findaria a corrupção no país, que segundo as integrantes do grupo, foi instaurado pelo antigo governo que permaneceu no poder por muito tempo. Já o grupo #EleNão acreditava que o candidato estava despreparado e ameaçava os direitos dos cidadãos, além de que as mesmas diziam que ele era preconceituoso e fascista o que arruinaria a democracia do país. Nesta pesquisa, em um lado havia um grupo de mulheres que queriam mudança no país em função da corrupção que havia se instaurado no Governo brasileiro. Do outro lado, havia mulheres que viam um candidato como sendo autoritário e que, segundo elas, ameaçava a democracia e os direitos dos cidadãos brasileiros. Nas redes sociais, as eleitoras encontraram um espaço para se expressar e a possibilidade de encontrar pessoas que compactuam com seus pensamentos, motivo que provavelmente levou ao surgimento dos grupos estudados.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CAN WE DO IT?: UM ESTUDO NETNOGRÁFICO NO FACEBOOK SOBRE CIBERATIVISMO FEMININO NAS ELEIÇÕES 2018. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101509. Acesso em: 3 maio. 2026.