PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA DA UNIPAMPA

Autores

  • Laura Simon
  • Tales Gabriel da Costa
  • Camila Simonetti Pase
  • Lucas Pitrez Mocellin

Palavras-chave:

Estudantes, medicina, Beck’s, Depression, Inventory, Sintomas, depressivos, Psicofármacos

Resumo

Introdução: Muitas pesquisas têm relatado a presença de sintomas depressivos em estudantes universitários. Estima-se que durante sua formação acadêmica, 15 a 25% dos estudantes universitários apresentem algum transtorno psíquico (SAKAE et al., 2010). Nesse contexto, destacam-se os estudantes da área de saúde, principalmente do curso de medicina (WEGE et al., 2016). A grande carga horária de estudo, associada a pressão diária do contato direto com a população e suas doenças, transforma a graduação de medicina em um ambiente estressor para os estudantes, o que pode resultar em maior probabilidade de desenvolver quadros depressivos com intensidade variadas. A depressão, além de causar grande sofrimento psíquico, resulta em prejuízo no desempenho acadêmico, abandono, uso de medicamentos psicotrópicos e suicídio (MAYER et al., 2016). Objetivo: Avaliar a prevalência de sintomas depressivos e uso de medicamentos psicotrópicos em estudantes do curso de medicina da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana. Materiais e métodos: Estudo transversal realizado com 152 alunos do curso de medicina. Para quantificar os sintomas de depressão, utilizou-se a ferramenta Beck Depression Inventory (BDI), com escala traduzida e validada para o português-brasileiro. O BDI é um questionário com 21 itens, sendo que para cada item as pontuações variam de 0 a 3 de acordo com a intensidade dos sintomas. Os pontos de corte para os escores do BDI foram definidos como: sem depressão (0 a 9), leve (10 a 17 pontos), moderada (18 a 29 pontos) e grave (30 a 63 pontos). Para análise descritiva dos resultados, utilizou-se o SPSS 17.0. Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob nº 3.103.155. Resultados e discussão: Os resultados mostram que dos 152 participantes, 35,5% apresentam sintomas depressivos leves, 28,9% apresentam sintomas depressivos moderados e apenas um dos alunos apresenta sintomas graves (0,7%). Esses dados evidenciam que a prevalência de sintomas depressivos entre os estudantes de medicina da UNIPAMPA (65,1%) é superior à prevalência global (28,0%), recentemente estimada por uma meta-análise (PUTHRAN et al., 2016). Além disso, observamos que 37,5% dos estudantes já fizeram uso de medicamentos psicotrópicos, sendo que 27,5% fazem uso atualmente. Destes, 84% seguem orientação médica. Conclusão: Foi identificado uma alta prevalência de sintomas depressivos entre os estudantes de medicina. Assim, percebe-se a importância do desenvolvimento de programas de prevenção, detecção e acompanhamento dos discentes para o controle precoce desses sintomas, evitando a piora do quadro, como a ideação suicida, muito presente entre os estudantes e profissionais médicos.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA DA UNIPAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101410. Acesso em: 3 maio. 2026.