DESENVOLVIMENTO DE NANOCÁPSULAS POLIMÉRICAS CONTENDO LICOPENO UTILIZANDO UMA MISTURA BINÁRIA DE SOLVENTES

Autores

  • Luiza Nenê
  • Gabriel Pedroso Viçozzi
  • Luiz Torres Neto
  • Riciele Moreira de Morais
  • Leticia Marques Colome
  • Eduardo André Bender

Palavras-chave:

licopeno, nanocápsula, nanoprecipitação

Resumo

i) introdução: O licopeno é um carotenoide natural encontrado em diversas espécies vegetais tais como tomate e outras frutas e legumes de cor vermelha, apresentando diversos efeitos benéficos à saúde. Estudos tem demonstrado que licopeno tem efeitos anti-inflamatório, antioxidante, na atividade cardiovascular, além de atividade antitumoral, principalmente para tratamento de câncer de próstata. Contudo, apresenta peso molecular elevado, baixa solubilidade aquosa e baixa biodisponibilidade, sendo considerado de difícil veiculação em formas farmacêuticas. Diante disto, a nanoencapsulação do licopeno pode representar uma alternativa viável para contornar este inconveniente. Considerando isso, nosso grupo tem trabalhado na perspectiva de sua encapsulação, primeiramente utilizando o método de nanoprepicipitação convencional, utilizando diferentes óleos vegetais e acetona como constituinte da fase orgânica. Já no presente estudo apresenta-se uma proposta de modificação do método comumente usado, considerando a obtenção de uma mistura de solventes mais compatível com às características do licopeno, o qual é altamente apolar. ii) objetivo (s): Desenvolver modificações no método tradicional de nanoprecipitação por utilização de uma mistura binária de álcool isopropílico e acetona visando a preparação de uma nanocápsula polimérica contendo licopeno. iii) material e métodos: A preparação das nanopartículas foi realizada pelo método de precipitação do polímero pré-formado, utilizando-se de maneira inovadora uma fase orgânica composta por licopeno, mistura binária de álcool isopropílico e acetona (1:4), polímero poli-e-caprolactona, óleo de alecrim e monoestearato de sorbitano, e uma fase aquosa contendo água ultrapura e polissorbato 80. Após a solubilização de ambas as fases, a fase orgânica foi vertida sob a fase aquosa com auxílio de um funil de pequeno volume. Logo, a solução foi mantida sob agitação moderada por 10 minutos e levada ao evaporador rotatório para remoção do excesso de solvente orgânico e parte de água. O tamanho de partícula e a polidisperção foram avaliadas pela técnica de difratometria de laser pelo equipamento Mastersizer 2000® (Malvern®). iv) resultados e discussão: Utilizando a metodologia modificada, foram obtidas partículas homogêneas com tamanho nanométrico de 221 nm e polidisperção de 1,352 (Span). Estes resultados mostram-se promissores, pois foi possível preparar uma nanoformulação de licopeno, que é de difícil solubilização e veiculação, com características adequadas em termos de tamanho e polidispersão. v) conclusão: No presente trabalho foi possível desenvolver uma nanocápsula polimérica contendo licopeno utilizando uma mistura de solventes com polaridade mais próxima à do ativo a ser encapsulado. Como perspectivas futuras pretende-se realizar a quantificação do licopeno nas nanocápsulas.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

DESENVOLVIMENTO DE NANOCÁPSULAS POLIMÉRICAS CONTENDO LICOPENO UTILIZANDO UMA MISTURA BINÁRIA DE SOLVENTES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101399. Acesso em: 15 maio. 2026.