AVALIAÇÃO DA GENOTOXICIDADE, CITOTOXICIDADE E MUTAGENICIDADE EM BACCHARIS ALIENA

Autores

  • Heloisa Padilha
  • Laura Lanes Etcheverria
  • Luís Flávio Souza de Oliveira
  • Michel Mansur Machado
  • Fabiane Moreira Farias

Palavras-chave:

Baccharis, aliena, toxicidade, segurança, uso, plantas, medicinais, popular

Resumo

Preparações a base de Baccharis aliena são utilizadas interna e externamente no sul do Brasil contra febre e por suas propriedades estimulantes. Além disso, o chá da planta é utilizado para o tratamento de cães picados por cobras. Contudo, ainda existem poucas informações na literatura quanto aos aspectos toxicológicos da espécie. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a genotoxicidade pelo teste cometa, citotoxicidade por viabilidade celular e mutagenicidade através do teste de micronúcleos. As partes aéreas de B. aliena foram coletadas em Santana da Boa Vista (RS) em março de 2018 e o extrato aquoso (EABA) foi preparado por decocção em água destilada com posterior liofilização. O EABA foi testado nas concentrações de 1µg/mL, 10µg/mL, 100µg/mL e 200µg/mL. Para a avaliação da citotoxicidade foi utilizada a técnica de viabilidade celular (BUROW et al., 1998), sendo consideradas viáveis as células incolores, e inviáveis as células coradas pelo Azul de Tripam. A mutagenicidade foi avaliada empregando o teste de micronúcleo (SCHMID, 1975) onde as lâminas foram classificadas de acordo com a presença de células mononucleadas com um, dois ou três micronúcleos, além de células em necrose e apoptose. A avaliação da genotoxicidade foi feita pelo teste cometa (SINGH et al. 1995), utilizando colchicina como controle positivo, sendo que as células foram avaliadas visualmente e classificadas de acordo com o nível de dano ao DNA, onde zero indicava ausência de dano e quatro significava dano máximo, de acordo com o tamanho e a forma da cauda. Os dados de genotoxicidade foram expressos como Indíce de Dano ao DNA (IDD). Os resultados permitiram verificar a morte celular já na concentração de 1 µg/mL, reduzindo a viabilidade celular quando comparadas ao controle negativo. O extrato de Baccharis aliena não induziu ao aumento na frequência de micronúcleos indicando ausência de mutagenicidade. As concentrações de 1 µg/mL e 10 µg/mL apresentaram IDD <20 e as 100 µg/mL e 200 µg/mL apresentaram IDD >20, demonstrando que o extrato de B. aliena foi genotóxico nas concentrações mais elevadas (100 µg/mL e 200 µg/mL). Perante os resultados do teste cometa e da redução da viabilidade celular é possível indicar que a planta apresenta sinais de toxicidade e, portanto, outros estudos devem ser realizados para determinar a segurança no seu uso.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

AVALIAÇÃO DA GENOTOXICIDADE, CITOTOXICIDADE E MUTAGENICIDADE EM BACCHARIS ALIENA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101393. Acesso em: 3 maio. 2026.