EFEITO DO ÓLEO DE ORIGANUM MAJORANA L. EM CROMOSSOMOS DE LINFÓCITOS CULTIVADOS.

Autores

  • Anelise Soares
  • Jéssica Tamara Limberger
  • Lucas Masao Cooper Inoue
  • Luisa Zuravski
  • Michel Mansur Machado
  • Luís Flávio Souza de Oliveira

Palavras-chave:

Manjerona, 1, Linfócitos, 2, Instabilidade, Cromossômica, 3

Resumo

Origanum majorana L., popularmente conhecido como Manjerona, é uma espécie arbustiva e aromática nativa da região Mediterrânea. A Manjerona pertence à família Lamiaceace e é comumente utilizada como condimento culinário com a finalidade de preservar o alimento ou melhorar o seu sabor. Além disso, o óleo essencial de Manjerona é frequentemente empregado na medicina folclórica e como fragrância de perfumes. Estudos prévios relatam que o óleo essencial de Manjerona não apresenta potencial tóxico e irritante, porém o seu uso deve ser evitado durante a gravidez. Sob esta perspectiva, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do óleo de Origanum majorana L. (Manjerona) em cromossomos linfocitários humanos. Este estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA (nº 27045614.0.0000.5323). O óleo essencial de Manjerona foi obtido comercialmente da empresa BY SAMIA©, diluído em meio RPMI 1640 e DMSO e testado nas concentrações de 1, 10, 25, 50, 75 e 100 µg/mL. Os linfócitos do sangue periférico humano foram isolados do sangue total, doado por voluntário autointitulado saudável, com Histopaque® 1.077 g/mL, mantidos em RPMI 1640 suplementado com 10% de soro fetal bovino, 1% de penicilina-estreptomicina e gentamicina, e estimulados com 1% de fitohemaglutinina durante 48 h à 37 ºC em atmosfera com 5% CO2. Após esse período, os linfócitos foram expostos a diferentes concentrações do óleo de Manjerona e após 3 h foi adicionado às culturas solução de colchicina. Decorridas 3 h do bloqueio do ciclo celular, as culturas foram centrifugadas a 1000 × g por 5 min e o pellet celular foi suavemente ressuspenso em solução hipotônica (KCl 0,075 M, 37 °C por 16 min). A suspensão celular foi centrifugada a 1000 × g por 5 min e o pellet fixado com metanol: ácido acético (3:1) gelado em lâminas microscópicas pré-resfriadas. Posteriormente, as lâminas foram coradas com Giemsa 5% e então foram analisados 300 conjuntos cromossômicos por concentração testada. Concentrações variando de 25 a 100 µg/mL de óleo de Manjerona induziram cariopicnose. Além disso, foram observadas alterações no número de cromossomos de linfócitos expostos a 50, 75 e 100 µg/mL. De acordo com predições computacionais, os compostos majoritários presente no óleo de Manjerona, β-pineno (25,49%), sabineno (11,36%), biciclogermacreno (10,13%), podem ser os responsáveis pelos efeitos observados em nosso estudo, provavelmente devido à regulação negativa de genes que atuam no processo de replicação, manutenção e reparo de dano ao DNA. A partir dos resultados apresentados, concluímos que o óleo essencial de Origanum majorana L induz instabilidade genômica in vitro em linfócitos humanos saudáveis a partir de 25 µg/mL.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-03-30

Como Citar

EFEITO DO ÓLEO DE ORIGANUM MAJORANA L. EM CROMOSSOMOS DE LINFÓCITOS CULTIVADOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101391. Acesso em: 3 maio. 2026.