AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COMO INDICADOR DE OBESIDADE EM PACIENTES COM HEPATITE C
Palavras-chave:
Índice, massa, corporal, Obesidade, Hepatite, CResumo
Introdução: A história natural da hepatite C é marcada pela evolução silenciosa da doença, onde a maioria dos pacientes evoluem para fase crônica. Alguns fatores de riscos podem gerar complicações hepáticas e extra- hepáticas que contribuem para da hepatite C, aumentando os riscos de fibrose avançada e carcinoma hepatocelular. Comorbidades como a obesidade tem sido consideravelmente relacionada a progressão da doença hepática, além de aumentar o risco de mortalidade por doenças cardiovasculares. Para a avaliação da obesidade, a medida do índice de massa corporal (IMC) pode ser considerada. O IMC apesar de não distinguir massa gordurosa de massa magra, é um bom indicador da adiposidade corporal. Objetivo: Avaliar a obesidade geral de pacientes em tratamento para a Hepatite C através do cálculo do IMC em ambos os gêneros. Metodologia: Este é um estudo de coorte retrospectiva, no qual, os dados foram coletados a partir dos prontuários dos pacientes em tratamento para hepatite C, no Ambulatório de Hepatites Virais do município de Uruguaiana, no período de janeiro de 2018 a junho de 2019. Este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Pampa, registrado sob CAAE 06063118.1.0000.5323. O IMC foi calculado pelo peso (kg)/altura (m)². Os dados foram tabulados em Excel® 2016 e analisados em software estatístico SPSS® 25. Resultados: Foram coletados o peso e a altura de 88 pacientes, no qual, o peso médio dos pacientes 75,2±15,3 e altura 1,65±0,08. A média do IMC na população em estudo foi de 27,4±5,3, não apresentando diferença significativa entre homens (27,0±4,4) e mulheres (27,9±6,2) (p>0,05). Indivíduos que apresentaram IMC <18,5 kg/m² foram considerados com baixo peso e representaram 2,2% (n=2), sendo neste caso mulheres. Eutróficos com IMC entre 18,5 a 24,9 kg/m² foram 35,2% (n=31), a maioria homens (67,7% n=21). Já o sobrepeso foi definido pelo IMC ≥ 25 kg/m² e < 30 kg/m², com prevalência de 31,8% (n=28), sendo a maioria mulheres (53,6, n=15). E a obesidade definida pelo IMC ≥ 30 kg/m², representou 30,7% (n=27) dos pacientes, sendo superior em homens (56,6%, n=15), do que em mulheres (44,4%, n=12). Conclusão: Nossos resultados demonstram grande prevalência de obesidade e sobrepeso na população em estudo. Desta forma, se faz necessário um maior estudo sobre a obesidade abdominal, visto que somente o IMC não define claramente este critério. Para isso, uma forma de melhor abordar as comorbidades que possam estar relacionadas a infecção crônica pelo HCV pode envolver a medida da circunferência abdominal. Esta medida é uma opção interessante para complementar nossas avaliações, pois, segundo a Federação Internacional de Diabetes os valores de referências diferem entre homens e mulheres.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COMO INDICADOR DE OBESIDADE EM PACIENTES COM HEPATITE C. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101387. Acesso em: 3 maio. 2026.