EFEITO NEUROPROTETOR DA NANOPARTICULA-BETACAROTENO SOBRE ALTERAÇÕES CAUSADAS PELA EXPOSIÇÃO CRÔNICA DE DROSOPHILA MELANOGASTER A ROTENONA

Autores

  • Pedro Honchar
  • Dieniffer Espinosa Janner
  • Magna Sotelo Barrientos
  • Elen Caroline de Matos Amador
  • Gustavo Petri Guerra
  • Nathalie Savedra Gomes

Palavras-chave:

Neurodegeneração, Carotenóides, Estresse, oxidativo, Nanotecnologia

Resumo

A Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela neurodegeneração crônica e progressiva, que resulta na perda de células da substância negra do mesencéfalo. A doença é uma síndrome clínica, patológica e bioquímica que pode ser desencadeada por fatores genéticos e ambientas, tendo como fator ambiental o uso de substâncias que possam afetar as células inibindo o complexo I da cadeia respiratória e aumentando as espécies reativas ao oxigênio. Tem sido discutido que o estresse oxidativo pode contribuir para o processo patogênico da morte das células na DP, provocando a degeneração de neurônios dopaminérgicos e diminuição nos níveis de dopamina à medida que a doença progride. A dopamina é um neuromodulador essencial no sistema nervoso central dos mamíferos que está envolvido na atenção, controle do movimento, motivação e cognição. Desta forma os sintomas manifestam-se inicialmente de forma motora, onde são chamados de sinais cardinais da DP, destacando-se a rigidez, tremor, bradicinesia e instabilidade postural. Atualmente, o tratamento visa o controle dos sintomas, já que nenhum medicamento ou abordagem cirúrgica impede a progressão da doença. Com isso se faz necessária novas opções terapêuticas que tenham como objetivo evitar ou retardar esses sintomas. O betacaroteno, um pigmento natural presente em diversos tipos de alimentos, é precursor para vitamina A e um dos carotenoides com maior função antioxidante, ou seja, inibe os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce das células. O betacaroteno apresenta biodisponibilidade relativamente baixa, por ser lipossolúvel, assim as nanopartículas surge como uma alternativa para aumentar a biodisponibilidade, visando aumentar os efeitos biológicos. Assim, o estudo tem por objetivo avaliar o efeito neuroprotetor de nanopartículas de betacaroteno sobre alterações locomotoras e das defesas antioxidantes causadas pela exposição crônica de rotenona em Drosophila melanogaster. Moscas de ambos os sexos de 2 a 4 dias de idade foram divididas em quatro grupos: Controle; nanopartículas de betacaroteno (20 µM); rotenona (500 µM) e nanopartículas de betacaroteno+ Rotenona. Após 7 dias de exposição a esses tratamentos, as moscas foram submetidas aos testes de geotaxia negativa e campo aberto, além disso, foi avaliada a atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT) no homogeneizado da cabeça das moscas. A exposição à rotenona (500 µM) diminuiu o número de cruzamentos na tarefa campo aberto e aumentou o tempo de escalada na geotaxia negativa, além disso, diminuiu a atividade das enzimas SOD e CAT. A co-exposição de nanopartículas de betacaroteno (20 μM) protegeu contra as alterações locomotores e enzimáticas induzidas por rotenona. Assim, os resultados demonstraram que as nanopartículas de betacarotenosão eficazes na proteção dos danos causados por rotenona, podendo, futuramente, ser um tratamento alternativo para a DP.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

EFEITO NEUROPROTETOR DA NANOPARTICULA-BETACAROTENO SOBRE ALTERAÇÕES CAUSADAS PELA EXPOSIÇÃO CRÔNICA DE DROSOPHILA MELANOGASTER A ROTENONA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101328. Acesso em: 3 maio. 2026.