AÇÃO DO 4-FENILSELENIL-7-CLOROQUINOLINA EM ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS INDUZIDAS POR BISFENOL A EM DROSOPHILA MELANOGASTER

Autores

  • Liziane Guimarães
  • Marina Prigol
  • Stífani Machado Araujo
  • Diego Alves
  • Silvana Peterini Boeira
  • Elize Aparecida Santos Musachio

Palavras-chave:

Toxicidade, Neurodesenvolvimental, Antioxidante

Resumo

O Bisfenol A (BFA) é um fenol sintético, utilizado na fabricação de utensílios de cozinha termo resistentes, garrafas retornáveis, bombonas de água mineral e também constitui o interior de latas de produtos alimentícios. Processos de lavagem, aquecimento e variações do pH, fazem com que ocorra a lixiviação de monômeros de BFA desses itens para alimentos e bebidas. A exposição ao BFA durante o período gestacional pode ocasionar distúrbios neurológicos como síndrome do espectro autista e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, devido ao dano oxidativo gerado em neurônios ainda em desenvolvimento. Portanto se faz necessário a busca por compostos que sejam capazes de proteger ou atenuar o dano causado pelo BFA no processo de desenvolvimento neurológico. O 4-fenilselenil-7- cloroquinolina (4-PSQ) é um derivado de quinolina com um substituinte de organoselênio, que vem se destacando por apresentar vários efeitos farmacológicos protetores. Esse composto foi eficaz no tratamento de doenças neurodegenerativas, associadas ao processo de estresse oxidativo. Além disso, a Drosophila melanogaster é um organismo modelo já utilizado em estudos neurodesenvolvimentais e comportamentais induzido por BFA. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a ação do 4-PSQ frente a alterações comportamentais induzidas por BFA em Drosophila melanogaster. Foram adicionadas aproximadamente 50 moscas (fêmeas virgens e machos adultos), em frascos com tratamento: controle, BFA 0.5 mM, BFA 1mM, 4-PSQ 25 μM, BFA 0.5 mM+4-PSQ (concomitante), BFA 1mM+4-PSQ (concomitante), durante 5 dias. Posteriormente as progenitoras foram retiradas, e os frascos foram preservados a 25°C até a eclosão das pupas. As moscas com até 24h de vida foram submetidas aos testes comportamentais de campo aberto, geotaxia negativa e grooming. Em nossos resultados é possível observar que no teste de campo aberto houve uma maior movimentação das moscas expostas ao BFA, percorreram mais quadrantes em comparação ao grupo controle. No teste de geotaxia negativa as moscas levaram um menor tempo para completar o percurso em comparação ao grupo controle. No comportamento de grooming, os grupos expostos ao BFA ficaram mais tempo realizando movimentos repetitivos em relação ao grupo controle. Em todos os testes, os grupos expostos concomitantemente ao 4-PSQ permaneceram com os comportamentos semelhantes ao grupo controle. As doenças neurodesenvolvimentais induzidas pelo BFA estão relacionadas ao estresse oxidativo a nível cerebral, que resultam em alterações comportamentais. Nossos resultados mostraram que houve uma proteção nos grupos expostos concomitantemente ao 4-PSQ, podendo estar relacionado a sua ação antioxidante. Então, por meio deste estudo foi possível comprovar o efeito protetor do 4-PSQ em Drosophila melanogaster expostas ao BFA, prevenindo o desenvolvimento comportamentos miméticos a doenças neurodesenvolvimentais.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

AÇÃO DO 4-FENILSELENIL-7-CLOROQUINOLINA EM ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS INDUZIDAS POR BISFENOL A EM DROSOPHILA MELANOGASTER. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101324. Acesso em: 3 maio. 2026.