DESENVOLVIMENTO DE MUDAS DE OLIVEIRA (OLEA EUROPAEA L. CV. ARBEQUINA) SUBMETIDAS À OMISSÃO DE NUTRIENTES
Palavras-chave:
Pampa, Método, nutriente, faltante, Morfometria, CrescimentoResumo
A expansão da olivicultura no estado do Rio Grande do Sul é recente e expressiva, concentrando-se principalmente na metade sul do estado. Apresentando grande potencial para a olivicultura e produção de azeite, em 2017, o Rio Grande do Sul possuía cerca de 160 olivicultores, totalizando 2,1 mil ha cultivados. Para que este potencial seja maximizado, são necessários estudos das condições nutricionais necessárias para o bom desenvolvimento dessa espécie na região do Pampa. Até o presente momento, se verificou que o manejo da adubação segue sendo um dos principais gargalos para a olivicultura regional, principalmente em relação às recomendações de nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K) e boro (B). Com este trabalho, objetivou-se avaliar o crescimento inicial de mudas de oliveiras do cultivar Arbequina quando há omissão de nutrientes. Este estudo faz parte de um trabalho de pesquisa que visa, futuramente, identificar, em nível molecular, a expressão gênica causada pelo estresse em nível celular quando há escassez de nutrientes, a fim de aprimorar o sistema de recomendação de fertilizantes para a oliveira. O estudo está sendo realizado em casa de vegetação, na Universidade Federal do Pampa - São Gabriel, utilizando clones de oliveiras de cerca de um ano de idade. Foi realizado um delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro repetições, considerando cinco tratamentos: completo (todos os nutrientes); omissão de um nutriente por vez (-N; -P; -K; -B), totalizando 20 vasos. Fez-se o uso do Neossolo Quartzarênico proveniente de um núcleo de arenização localizado na cidade de Alegrete, considerado um solo com baixíssima fertilidade. Como variável resposta foram avaliadas a altura total e diâmetro do colo das mudas, uma vez por mês, nos meses de maio a setembro de 2019. Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey. Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos (p>0,05). Entretanto, verificou-se a tendência do tratamento com ausência de P apresentar as maiores médias para altura (0,99m) e para o diâmetro (0,82mm), corroborando com o fato de que esta espécie é pouco exigente em relação a este nutriente. A menor média para altura foi do tratamento sem B (0,89m) e, para o diâmetro, o tratamento sem K, confirmando a teoria de que este é um elemento que auxilia no crescimento em diâmetro do caule. O estudo está em andamento e, ao final, serão avaliados também a altura total da parte aérea, volume, área superficial e diâmetro médio das raízes, além da massa seca do sistema radicular e do sistema aéreo. Conclui-se que, a omissão dos nutrientes N, P, K e B não afetou o crescimento das mudas de oliveiras considerando o período de estudo (120 dias). Como as oliveiras são árvores que apresentam crescimento lento, principalmente no inverno, será necessário um período maior para a comparação entre os tratamentos avaliados.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DESENVOLVIMENTO DE MUDAS DE OLIVEIRA (OLEA EUROPAEA L. CV. ARBEQUINA) SUBMETIDAS À OMISSÃO DE NUTRIENTES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101277. Acesso em: 3 maio. 2026.