VOLUMETRIA E VIABILIDADE DO USO DO GEL DE QUITOSANA INTRAVAGINAL COMO VEÍCULO MEDICAMENTOSO EM RATAS
Palavras-chave:
Via, administração, Mucosa, vaginal, Gel, mucoadesivoResumo
Dentre as vias de administração de fármacos, a vaginal oferece vantagens, pois apresenta rica vascularização, grande superfície de contato, boa permeabilidade, administração fácil, evita o metabolismo de primeira passagem no fígado e reduz os efeitos adversos ao trato gastrointestinal. Assim, é útil para efeito medicamentoso local e sistemicamente. Entretanto, a liberação de fluidos endometriais e secreções glandulares pode diminuir o tempo de contato do medicamento com a mucosa. Dessa forma, estratégias foram desenvolvidas para permitir a manutenção do fármaco até sua absorção. Nesse contexto, o gel intravaginal à base de quitosana (GIQ) apresenta boa mucoadesividade devido às suas interações eletrostáticas com a mucosa. Em vista disso, este trabalho visou estabelecer qual volume de GIQ é necessário para preenchimento da cavidade vaginal de ratas, bem como avaliar se houve algum efeito colateral local após sua aplicação (avaliação física e citológica). Para tal, foram utilizadas 12 ratas Wistar com 30 dias de idade, pesando 200-250g, distribuídas em três grupos: G1, G2 e G3 (n= 4 animais cada). O presente experimento foi aprovado pela CEUA (protocolo No 020/2018). Foi administrado com seringa de 1mL GIQ nos seguintes volumes: G1= 0,2mL; G2= 0,25mL e G3= 0,3 mL diariamente durante 15 dias. A vulva e o períneo foram inspecionados em três momentos: antes, imediatamente após e 22h após aplicação do gel quanto à sinais de extravasamento, secreção e inflamação (eritema, edema, dor e rubor). Após 22h da aplicação do GIQ, foi realizada citologia vaginal para verificação da presença de resquícios do gel e eventuais alterações citológicas. As ratas do grupo 1 não apresentaram extravasamento ou alteração quanto aos sinais de inflamação ou incomodo. Todas as ratas dos grupos 2 e 3 apresentaram extravasamento e sinais de lambedura do períneo, mas nenhum sinal de inflamação nos momentos de avaliação. Não foi encontrado gel nas avaliações citológicas em nenhum animal, sendo possível fazer a verificação do ciclo estral e não foram observadas alterações citológicas. De acordo com a literatura, a quitosana é biocompativel, biodegradável, possui boa mucoadesão, podendo ser aplicação na mucosa vaginal. Todavia, para sua aplicação é importante que o gel seja distribuído por toda mucosa vaginal e que não haja extravasamento, pois levaria à perda do fármaco e consequente sub-absorção, além de estimular a lambedura local e eventual contato oral ou ingestão do medicamento. Assim, embora nenhum sinal de inflamação/irritação local tenha sido observado nos grupos, conclui-se que o volume de 0,2 mL do GIQ foi melhor pois permitiu preenchimento da cavidade vaginal sem sinal de extravasamento.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
VOLUMETRIA E VIABILIDADE DO USO DO GEL DE QUITOSANA INTRAVAGINAL COMO VEÍCULO MEDICAMENTOSO EM RATAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101244. Acesso em: 3 maio. 2026.