SILÊNCIO E MEDO: AS REPRESENTAÇÕES DO FEMININO EM A RAPOSA JÁ ERA O CAÇADOR
Palavras-chave:
Silêncio, Medo, mulherResumo
SILÊNCIO E MEDO: AS REPRESENTAÇÕES DO FEMININO EM A RAPOSA JÁ ERA O CAÇADOR, DE HERTA MULLER 1 INTRODUÇÃO Este trabalho está vinculado ao projeto de pesquisa Representações do feminino na literatura do Laboratório de Literatura e Outras Linguagens LALLI do curso de Letras/ Jaguarão, e visa analisar a representação do medo e do silêncio feminino diante da violência em A raposa já era o caçador, de Herta Muller. Entre os vários eixos interpretativos que a obra permite, um deles é o espaço da mulher na sociedade e a violência sofrida por ela em diferentes contextos sociais. Pode-se fazer, por exemplo, uma aproximação com a realidade brasileira onde, a cada hora, 503 mulheres são vítimas de algum tipo de violência. A obra de Muller, marcada pelo uso de imagens poéticas fortes constitui-se como um espaço fértil para a reflexão e questionamento dos códigos culturais que ainda hoje determinam os espaços e a voz da mulher na sociedade. 2 METODOLOGIA Com uma abordagem comparativista, a análise do texto literário será feita a partir das teorias feministas, pelo eixo cultural, e do que Gaston Bachelard define, em A poética do espaço, como dialética do esquartejamento. Uma abordagem cultural das teorias feministas em diálogo coma fenomenologia permite uma ampliação da leitura das imagens poéticas como desveladoras dos códigos verbais e não-verbais que definem o lugar da mulher na sociedade. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Considerando-se que se trata de uma pesquisa de cunho teórico-literário, não é possível falar em resultados, mas apenas em uma proposta de leitura interpretativa. Neste caso, a construção narrativa de Muller configura-se como um espaço de desvelamento da condição silenciada da mulher diante das violências sofridas seja em âmbito privado ou coletivo, provocando no leitor questionamentos sobre suas práticas sociais, valores e tradições. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Pensar a condição da mulher em um Estado de ditadura, sob imagens poéticas fortes, com é a narrativa de Herta Muller, evidencia a força do texto literário como instrumento de leitura de mundo; neste caso, dos espaços de (não)poder da mulher no mundo.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
SILÊNCIO E MEDO: AS REPRESENTAÇÕES DO FEMININO EM A RAPOSA JÁ ERA O CAÇADOR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101173. Acesso em: 3 maio. 2026.