O EXERCÍCIO EM INTENSIDADE MODERADA PODE SER UTILIZADO COMO ESTRATÉGIA DE RECUPERAÇÃO ATIVA?

Autores

  • Camilla de Andrade
  • Felipe Pivetta Carpes
  • Álvaro Sosa Machado

Palavras-chave:

Ciclismo, assimetrias, torque, prevenção

Resumo

O ciclismo é um esporte popular, e sabe-se que sua prática no contexto competitivo conduz os participantes à fadiga muscular, levando a prejuízo no desempenho. Para acelerar o processo de recuperação, devem ser traçadas estratégias seguras. No ciclismo, o desenvolvimento da fadiga é associado ao aumento de assimetrias de torque, que produzem perda de eficiência e aumentam risco de lesão. Portanto, uma sessão de exercício em intensidade moderada é considerada uma forma de promover a recuperação ativa após a fadiga. Mas uma sessão de recuperação ativa após fadiga produz alterações na técnica de pedalada, aumentando, por exemplo, assimetrias na produção de força? O objetivo desse estudo é verificar se uma sessão de ciclismo com intensidade moderada é segura como estratégia de recuperação ativa. Este é um ensaio clínico cruzado. Foram recrutados 15 ciclistas da comunidade local que possuíam média de idade 38±9 anos, índice de massa corporal de 25±1 kg/m2, experiência no ciclismo de 77±5 meses, e média semanal de treino de 7±0,9 horas. Os participantes realizaram exercício em um cicloergômetro sem e com efeito da fadiga acumulada por dois dias. A intensidade da sessão de recuperação foi definida como 60% do máximo, com cadência de 90 rpm e durante 50 min. A fadiga nos dias anteriores havia sido induzida por exercício de extensão de joelho até a exaustão, com ritmo controlado a 40 bpm. Foram coletados dados de média dos picos de torque por ciclo de cada perna durante as pedaladas e foi calculado o índice de assimetria. Os dados foram agrupados em média e desvio padrão e os pares foram testados por meio de teste t pareado p=0,05. Não houve diferença de torque máximo na comparação entre perna esquerda sem e com fadiga [t(1)=0,409;p=0,688] e direita sem e com fadiga [t(1)=1,225;p=0,240]. Isso indica que em termos de capacidade de produzir torque máximo, a pedalada moderada não é afetada pela fadiga acumulada. Quando comparado o índice de assimetria na situação sem fadiga (3,6±2,3%) e com fadiga (3,8±2,8%), também não houve diferença significativa [t(1)=0,305;p=0,764]. Sendo assim, a intensidade moderada não gerou uma situação potencialmente prejudicial aos atletas. Em estudos anteriores, observou-se que intensidades acima de 60% do máximo podem refletir assimetria na pedalada podendo aumentar o risco de lesões por estresse. Dessa forma, concluímos que o ciclismo em intensidade moderada pode ser indicado como recuperação ativa a ciclistas sob fadiga acumulada sem afetar a simetria na pedalada.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-03-03

Como Citar

O EXERCÍCIO EM INTENSIDADE MODERADA PODE SER UTILIZADO COMO ESTRATÉGIA DE RECUPERAÇÃO ATIVA?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100938. Acesso em: 3 maio. 2026.