AÇÃO DA LUTEÍNA NANOENCAPSULADA SOBRE O MODELO EXPERIMENTAL TIPO DOENÇA DE PARKINSON EM DROSOPHILA MELANOGASTER

Autores

  • Eliana Fernandes
  • Magna Sotelo Barrientos
  • Elize Aparecida Santos Musachio
  • Vandreza Cardoso Bortolotto
  • Márcia Rósula Poetini
  • Gustavo Petri Guerra

Palavras-chave:

Compostos, bioativos, Biodisponibilidade, Neurônios, dopaminérgicos

Resumo

Doenças neurodegenerativas causam a destruição progressiva e irreversível das células do sistema nervoso central (SNC), provocando perda gradativa das funções motoras, fisiológicas e capacidade cognitiva. A doença de Parkinson (DP), segunda doença neurodegenerativa mais comum em pessoas com idade acima dos 60 anos. Observa-se uma crescente procura por compostos bioativos com atividade terapêutica capaz de modificar a evolução e sintomas da DP, sem efeitos colaterais e com maior biodisponibilidade e absorção. A luteína é um possível candidato, um carotenoide com ação antioxidante, já elucidados na literatura, protegendo neurônios dopaminérgicos, estresse oxidativo e dano mitocondrial. Apesar de todos os estudos já existentes sobre carotenoides e doenças neurodegenerativas, o efeito de nanopartículas de luteína sobre a prevenção da DP, ainda não tem sido investigado. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da luteína nanoencapsulada em alterações locomotoras e na atividade da acetilcolinesterase (AChE) sobre o modelo experimental tipo doença de Parkinson em Drosophila melanogaster. Foram utilizadas moscas de ambos os sexos, com idade de 1 a 3 dias, divididas em 4 grupos: controle, luteína nanoencapsulada (6µM), rotenona (500 µM) e luteína nanoencapsulada (6µM) + rotenona (500 µM) (coexposição). Ao final do 7º dia de tratamento, foram realizados os testes comportamentais de geotaxia negativa e ensaio de campo aberto, e então anestesiadas em gelo e eutanasiadas para a avaliação da atividade da AChE em amostras de cabeça. Os dados foram analisados por Análise de variância de duas vias (ANOVA), seguida de análise post hoc de Bonferroni. Foi utilizado o programa GraphPad Prism5, sendo considerado diferença significativa do grupo controle p < 0,05. Foi possível observar o comprometimento locomotor nos grupos expostos a rotenona. Na geotaxia negativa esse grupo aumentou o tempo de escalada e no ensaio de campo aberto houve a diminuição do número de cruzamentos. Já no grupo onde houve a coexposição, foram capazes de proteger o dano locomotor e exploratório, sendo o resultado semelhante ao controle. Frente a isso, observamos que a rotenona aumentou a atividade da AChE, onde que a expressão da mesma é proposta para induzir a morte dos neurônios dopaminérgicos, afetando a função motora. No grupo coexposição, foi possível observar que a atividade da enzima foi preservada, ficando semelhante aos níveis do controle. Diante disso, observamos que luteína nanoencapsulada mostrou-se efetiva, preservou os danos na atividade da AChE e locomotora induzida por rotenona em Drosophila melanogaster.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AÇÃO DA LUTEÍNA NANOENCAPSULADA SOBRE O MODELO EXPERIMENTAL TIPO DOENÇA DE PARKINSON EM DROSOPHILA MELANOGASTER. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100923. Acesso em: 3 maio. 2026.