EFEITO PROTETOR DE UM SELENOESTER EM C.ELEGANS: UMA POSSÍVEL TERAPIA PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER
Palavras-chave:
C, elegans, Alzheimer, SelenoesterResumo
A Doença de Alzheimer (DA) caracteriza-se por um distúrbio neurodegenerativo que apresenta como um dos mecanismos fisiopatológicos a agregação do Aβ. Sendo que a DA não apresenta cura, o seu tratamento baseia-se na sintomatologia. O fármaco ideal seria aquele que apresentasse potencial multi-alvo. Com essa finalidade, compostos de selenoesteres, já demonstraram em estudos prévios in vitro, um potencial antioxidante e também inibitório da enzima AChE. Porém ainda os mesmos não foram testados in vivo. Um dos modelos experimentais promissores, é o nematoide C.elegans. Suas cepas transgênicas expressam proteínas encontrados em mecanismos associados a doenças, como a DA. Uma das cepas utilizadas para o estudo da DA, é a GMC101 [unc-54p::A-beta-1 42::unc-54 3'-UTR + mtl-2p::GFP], que expressa o Aβ nas células musculares ao longo do corpo, quando exposta a temperatura de 25˚C e paralisa.O objetivo do estudo foi avaliar a potencial eficácia do composto de selenoester FA90 (Etil 6-((4-metilbenzoilselanil)metil)-2-oxo-4-fenil-1,2,3,4 tetrahidropirimidina-5carboxilato) em C.elegans como modelo para o estudo da DA. Para isso os vermes, no estágio larval L1, foram submetidos a uma exposição aguda (30minutos), as concentrações de 5, 10, 100 e 200µM do composto FA90. Após 48 horas do tratamento, foi mensurada a taxa de sobrevivência. Posteriormente 25 vermes de cada grupo, foram avaliados quanto a paralisia após a exposição por 72 horas a temperatura de 25˚C. Também nesta oportunidade, deu-se início o ensaio de longevidade. Onde os vermes da cepa GMC101 foram, após a mensuração da taxa de paralisia, transferidos para a temperatura normal de manutenção, a 20˚C. A fim de verificar se a temperatura de exposição, não seria um fator externo mais influente na redução da longevidade, em comparação com a expressão do Aβ. Nesse ensaio também utilizamos a cepa N2 também como controle para a GMC101. Através da taxa de sobrevivência, em todas as concentrações testadas, o composto não se mostrou tóxico, já que não foi capaz de reduzir o número de vermes vivos. Já com relação a taxa de vermes não paralisados encontramos que as concentrações maiores auxiliaram na redução da taxa de paralisia. Onde as diferenças significativas foram observadas nas concentrações de 100 e 200µM, em relação ao grupo controle (*p<0.05 e **p<0.01). Além disso, nas mesmas concentrações o tempo de vida do verme foi estendido. O composto FA90 demonstrou um potencial protetor em C.elegans contra a paralisia causada pela expressão do A²; humano, prolongando assim o seu tempo de vida.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EFEITO PROTETOR DE UM SELENOESTER EM C.ELEGANS: UMA POSSÍVEL TERAPIA PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100920. Acesso em: 1 maio. 2026.