EFEITO DA TOXICIDADE DO ALUMÍNIO SOBRE ESTRESSE OXIDATIVO EM TRÊS GENÓTIPOS DE AVEIA
Palavras-chave:
Avena, sativa, L, Alumínio, Enzimas, antioxidantes, Estresse, oxidativoResumo
Introdução Em solos ácidos, o alumínio adota a forma solúvel Al³+, a qual pode ser altamente tóxica para o desenvolvimento de plantas. Isso acarreta redução do crescimento da raiz, danos ao sistema fotossintético e de forma indireta, provocando estresse oxidativo (HARTWIG et al., 2007; CHEN et al., 2010; PEREIRA et al., 2013). O objetivo do estudo é compreender os mecanismos envolvidos na capacidade de cultivares de aveia em se desenvolverem sob alta concentração de alumínio. Metodologia Dois tratamentos foram estabelecidos: T1- ausência de Al (Controle) e T2 - 740 µM de Al (Al), com pH 4,5 (Castilhos et al. 2011, Hervé et al. 2013). A adição de Al foi na forma AlCl3.6H2O. As plântulas foram inoculadas em tubos de ensaio com 10 mL de meio ágar (Pereira et al, 2010), mantidas em sala de crescimento com condições controladas. As amostras foram coletadas no quinto dia de experimento. O delineamento experimental foi inteiramente randomizado, tendo quatro repetições biológicas, com 80 plantas cada. Os níveis de peroxidação lipídica (TBARS) foram verificados de acordo com o método de El-Moshaty et al. (1993) , quantificando a concentração de malondialdeído (MDA). A absorbância das amostras foi lida em 532 ηm e a 600 ηm e os resultados expressos em ηM MDA/mg de proteína. A concentração de H2O2 na parte aérea e na raiz foi determinada segundo Loreto e Velikova (2001). A concentração de peróxido de hidrogênio foi obtida por absorbância a 390 ηm e expresso em µmol H2O2/g de peso fresco. O teor de proteína foi determinado usando o procedimento de Coomassie Blue, de acordo com Bradford (1976). Os valores são expressos em mg / g de tecido fresco. Os resultados estão expressos em média ± DP, os dados foram analisados usando ANOVA two-way seguido por post hoc de Bonferroni. As diferenças foram significantes quando p <0,05. Resultados O conteúdo de H2O2 e MDA nas folhas não mostraram diferenças significativas (p> 0,05) em relação à presença de Al quando comparado ao controle em cada genótipo, ou quando os genótipos foram comparados, entre si, na presença ou não de Al. O conteúdo de MDA mostrou-se aumentado apenas na cultivar URS Guria Al quando comparado com a URS Guria CTL (p ˂ 0,01) em raiz. A tolerância ao Al possui diferentes mecanismos na parte aérea e nas raízes de Avena sativa nos diferentes genótipos, porém mantiveram-se os níveis de H2O2 similares à situação de controle.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EFEITO DA TOXICIDADE DO ALUMÍNIO SOBRE ESTRESSE OXIDATIVO EM TRÊS GENÓTIPOS DE AVEIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100909. Acesso em: 1 maio. 2026.