DOENÇA DO TRATO URINÁRIO INFERIOR DOS FELINOS: RELATO DE CASO

Autores

  • Graciéle do Couto
  • Dandara do Amaral Roberto
  • Sabrina dos Santos Benett
  • Scarlette Bardim Arebalo
  • Alisson Silva dos Santos
  • Eduardo Garcia Fontoura

Palavras-chave:

Enfermidade, Sistema, Urinário, Felídeo

Resumo

A Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF) é um termo utilizado a qualquer alteração patológica que ocorra na bexiga ou uretra, frenquente em gatos machos entre um a dez anos de idade. O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um felino diagnosticado com DTUIF, descrever os sinais clínicos e terapia instaurada neste quadro. Foi atendido no hospital veterinário, um felino macho, sem raça definida e de aproximadamente quatro anos. Na anamnese, a tutora relatou que há dois dias o animal não vinha se alimentando e nem bebendo água, tinha o ato de lamber a região genital constantemente e apresentava-se apático. No exame clínico, durante a palpação foi observada distensão da vesícula urinária, que ao ser comprimida não liberou urina, indicando obstrução. Foram realizados exames complementares tais como hemograma e bioquímico, os quais se apresentaram alterados, em relação ao hematócrito (48,6%) e uréia (8mg/dl), respectivamente. O animal foi anestesiado (MPA: acepromazina 0,05mg/Kg/IM, cloridrato de tramadol 2mg/Kg/IM; propofol 4mg/kg/IV, como indutor anestésico) para a realização de uma cistocentese, sondagem uretral e uma lavagem vesical. Com o objetivo de diminuir a pressão vesical, foi efetuada cistocentese, onde se coletou uma amostra de conteúdo de coloração vermelho escuro, indicativo macroscópico de hematúria e durante a sondagem uretral se procedeu a desobstrução da mesma. Ainda, realizou-se a lavagem vesical com solução de NaCl a 0,9%. Como tratamento se instaurou fluidoterapia com solução de ringer com lactato, 666ml/dia e enrofloxacina 3mg/kg, ambos intravenosos, somados a cloridrato de tramadol 2mg/kg/BID/SC. O paciente foi mantido sondado e recebendo fluidoterapia durante cinco dias, após foi solicitado uma nova mensuração da creatinina, a qual estava no valor de 2,04mg/dl. Após sete dias de administração de enrofloxacina e sem melhora no quadro de hematúria, foi associado ampicilina, 20mg/kg, durante três dias, para intensificação do fármaco anterior. Como terapia dietética foi utilizado alimento coadjuvante-urgent care 166ml/dia, via oral, por três dias e após passou a aceitar ração seca. Com a melhora, foi realizada à alta do animal, porém prosseguindo com o tratamento de ampicilina, IM, TID, por dez dias. Após o término do tratamento, o paciente foi considerado curado da afecção anteriormente citada. Conclui-se que apesar dos desafios da DTUIF na clínica, o tratamento realizado foi eficaz, contudo, o acompanhamento periódico do paciente é preconizado.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

DOENÇA DO TRATO URINÁRIO INFERIOR DOS FELINOS: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100790. Acesso em: 1 maio. 2026.