EFEITO DA NOVIDADE NA PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA AVERSIVA

Autores

  • Steffanie Picua
  • Steffanie Severo Picua
  • Pamela Billig Mello Carpes
  • Niege Alves

Palavras-chave:

TEPT, dopamina, exposição

Resumo

Introdução: a extinção se deve à desvinculação do estímulo condicionado do estímulo incondicionado com o qual tinha se associado e gerado uma resposta aprendida. O transtorno de estresse pós-traumático (TETP) é um distúrbio caracterizado pela revivescência através das lembranças recorrentes de alguma situação traumática que se viveu ou testemunhou, na clínica, a extinção é aplicada na terapia de exposição.O objetivo do estudo foi avaliar a persistência da extinção da memória aversiva facilitada pela exposição à novidade, bem como, compreender melhor os mecanismos fisiológicos envolvidos no processo. Metodologia: Para este estudo foram usados 37 ratos Wistar machos, estes foram divididos em cinco grupos: (i) Grupo controle: ratos foram treinados evitação inibitória (IA), uma tarefa comportamental aversiva e, 24 horas depois, submetidos a três sessões de treinamento de extinção com intervalo de 90 min entre sessões. 24 horas, 3, 7, 14 e 21 dias após os ratos terem sido submetidos a uma retenção; (ii) Novo grupo exposto a OF: ratos foram submetidos aos mesmos procedimentos que o grupo (i), e 30 minutos antes da primeira sessão de extinção, foram expostos a uma novidade campo aberto desconhecido por 5 min; (iii) grupo familiar exposto a OF: ratos foram submetidos a os mesmos procedimentos que grupo (ii), exceto que o campo aberto não era desconhecido, porque eles foram previamente expostos a ele; (iv) Grupo dopamina: ratos foram submetidos ao mesmo procedimentos que agrupam (i), e 30 minutos antes da primeira sessão de extinção que receberam uma microinjeco intra-hipocampal de dopamina; (v) grupo dopamina + familiar: ratos foram submetidos aos mesmos procedimentos que o grupo (iii) e, adicionalmente, recebeu uma microinjeção intra-hipocampal de dopamina. Experimentos de controle foram feitos para verificar a ansiedade, sensibilidade periférica e comportamento motor. Resultados e discussão: observou-se que a latência de descida da plataforma dos grupos (ii) novidade, (iv) dopamina e (v) familiar + dopamina foi significativamente menor que nos grupos (i) controle e (iii) familiar em todos os testes de retenção. Os resultados permitem afirmar que a modulação da memória aversiva pela novidade tem efeitos persistentes, e que estes são mimetizados pela infusão de dopamina. Considerações finais: Estes achados são de grande aplicabilidade terapêutica para o tratamento de fobias como o TEPT. Portanto, associar esta terapia com a exposição à novidade ou administração de fármacos precursores de dopamina pode ser uma estratégia eficaz no tratamento destes pacientes. Este trabalho foi aceito CEUA nº 018/2017 Unipampa/RS.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

EFEITO DA NOVIDADE NA PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA AVERSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100208. Acesso em: 27 out. 2026.