OCORRÊNCIA DE CIATOSTOMÍNEOS EM ÉGUAS DE CRIA DA REGIÃO DE PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Laís da Cunha
  • Natalia Soares Martins
  • Julia Somavilla Lignon
  • Alice Mueller
  • Tatiana de Ávila Antunes
  • Felipe Geraldo Pappen
  • Diego Moscarelli Pinto

Palavras-chave:

Equinos, Gestantes, Lactantes, Pequenos, estrôngilos

Resumo

A raça Crioula tem crescido na região Sul, muito em conta do uso desses animais para o esporte, assim como para o lazer e trabalho. Ao serem parasitados por helmintos, os equinos acabam apresentando quadros clínicos de diarreia, perda de peso, anemia, crescimento retardado e cólica, acarretando em queda no desenvolvimento e performance do animal além do prejuízo econômico. Para isso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de ciatostomíneos em relação a idade e o status reprodutivo de éguas em cria da região de Pelotas, Rio Grande do Sul. foram utilizadas 125 éguas da raça Crioula com idade entre dois e vinte e sete anos. Durante o período de setembro a dezembro de 2017 foram coletadas amostras de fezes, em cinco propriedades da região sul do Rio Grande do Sul. As amostras foram colhidas e submetidas à técnica de McMaster modificada que permite a contagem de ovos por grama de fezes (OPG). A técnica de coprocultura foi realizada visando a diferenciação entre os estrongilídeos, por meio da identificação das larvas de "pequenos estrôngilos (Cyathostominae) ou grandes estrôngilos (Strongylinae). As éguas foram agrupadas em quatro categorias diferentes: de 2 a 5 anos, 6 a 10 anos, 11 a 15 anos e acima de 16 anos. Em relação ao status reprodutivo, as éguas foram agrupadas em quatro grupos: éguas não gestantates, éguas não gestantes e lactando, éguas gestantes e éguas gestantes e lactando. As fêmeas utilizadas no estudo tinham idade média de 10,5 anos e viviam sob manejo extensivo. Para análises estatísticas, foi empregado o método de Qui-quadrado (P<0,05). Em relação aos status reprodutivo das fêmeas, as éguas caracterizadas lactantes e não gestantes se mostraram mais suscetíveis à infecção por ciatostomíneos (P=0,013) quando comparadas às não gestantes. Da mesma forma, as éguas gestantes e lactantes se mostraram mais suscetíveis à presença destes nematódeos quando comparadas as não gestantes (P=0,001). Ao comparar a idade das éguas, não houve uma diferença estatística (P>0,05). A prevalência de ciatostomíneos é alta em éguas da raça Crioula, principalmente em fêmeas lactantes. Desta forma, com o acompanhamento parasitológico é possível monitorar a frequência destes parasitos em equinos de determinadas regiões ou propriedades. Ainda assim, esses dados podem contribuir para futuros estudos de flutuação das populações parasitárias durante o ano.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

OCORRÊNCIA DE CIATOSTOMÍNEOS EM ÉGUAS DE CRIA DA REGIÃO DE PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/99992. Acesso em: 28 out. 2026.