INCIDÊNCIA DA FASCIOLOSE EM BOVINOS NA REGIÃO DA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Stephany Pereira
  • Gabriela Santos Pinto da Conceição
  • Camila dos Santos Lagranha
  • Luiza Gonçalves Martini
  • Leticia Lopes Monteiro
  • Giancarlo Ribeiro Bilo
  • Tiago Gallina Correa

Palavras-chave:

Fasciola, hepatica, Bovinos, Fronteira, Oeste

Resumo

A Fasciolose é uma parasitose causada pela Fasciola hepatica, um parasito da classe Trematoda que se localiza no fígado, encontrado em ruminantes, equinos, suínos, animais silvestres que podem ser reservatórios e disseminadores do agente e acidentalmente pode infectar o ser humano. Ocorre principalmente em regiões temperadas onde o clima é favorável ao desenvolvimento. As principais condições climáticas incluem temperatura (entre 10 a 25°C) e umidade do solo (acima de 70%), que favorecem o desenvolvimento do hospedeiro intermediário do parasito, o molusco do gênero Lymnaea, o qual apresenta três representantes no Brasil: Lymnaea columella, L. viatrix e L. cubensis (MAURE et al., 1998). A F. hepatica adulta localiza-se no parênquima hepático e as vias biliares de mamíferos, tendo maior ocorrência em animais de produção, causando grandes impactos econômicos principalmente no setor da pecuária. É uma enfermidade de grande importância veterinária por causar elevadas perdas econômicas, devido à condenação de grande número de fígados e carcaças de animais nos matadouros, além da queda na produção e na qualidade do leite, produção de lã, redução de peso dos animais, queda na fertilidade, atraso no crescimento, gastos com medicamentos e em alguns casos até morte. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo fazer um levantamento dos casos de Fasciola hepatica diagnosticados no Laboratório de Parasitologia Veterinária da Unipampa Uruguaiana para avaliar a incidência de contaminação destes na região da Fronteira Oeste do RS. No período de maio de 2016 a agosto de 2018 foram recebidas 840 amostras de 68 propriedades da região da Fronteira Oeste. O método utilizado foi a técnica de Girão e Ueno: com quatro tamises metálicos modificado. Das 840 amostras recebidas 6,90% foram positivas e 93,10% foram negativas para Fasciola hepatica. Com base nas informações obtidas através dos diagnósticos no Laboratório de Parasitologia Veterinária Unipampa Uruguaiana constatou-se que a região apresenta geografia e topografia propícias, as atividades agropecuárias como o uso de pastagens alagadas que favorecem o desenvolvimento de hospedeiros intermediários, e a criação de animais infectados nessas áreas, favorecendo que a Fasciola hepática complete seu ciclo evolutivo.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

INCIDÊNCIA DA FASCIOLOSE EM BOVINOS NA REGIÃO DA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/99991. Acesso em: 29 out. 2026.