PREVALÊNCIA DE PARASITOS GASTRINTESTINAIS, EM FEZES DE BOVINOS ANALISADAS NO LABORATÓRIO DE DOENÇAS PARASITÁRIAS /UFPEL

Autores

  • Paola Dallmann
  • Tainá Ança Evaristo
  • Leandro Quintana Nizoli
  • Tanize Angonesi de Castro
  • Samantha Wally Jorge
  • Alexsander Ferraz

Palavras-chave:

Coproparasitológico, Diagnóstico, Helmintos

Resumo

A produtividade e o desempenho da bovinocultura são influenciados por inúmeros fatores, entre eles destacam-se as parasitoses gastrintestinais. Tais enfermidades atuam como fator limitante acarretando em significativos prejuízos à atividade pecuária; além de estar correlacionado com elevada morbidade e mortalidade de alguns animais. Os principais efeitos do parasitismo incluem: baixo índice de crescimento, perda de condição corporal, queda na produção de carne e de leite e diminuição no desempenho reprodutivo; além de afetar o sistema imunológico do animal que fica suscetível a outras doenças. Além dos helmintos, os ruminantes podem ser infectados por protozoários, que também parasitam o trato gastrintestinal. Assim, estes coccídios desencadeiam uma enterite contagiosa, caracterizada pela presença de diarreia, geralmente aquosa e hemorrágica. Consequentemente, as associações de coccídios e helmintos são frequentes e, normalmente, tendem a elevar a gravidade do parasitismo, com superior impacto em comparação a infecção monoespecífica. O objetivo do estudo foi verificar a prevalência e os principais gêneros de parasitos gastrintestinais em bovinos no período de janeiro a julho de 2018, através de levantamento dos resultados de exames coproparasitológicos realizados no Laboratório de Doenças Parasitárias (LADOPAR) da Faculdade de Medicina Veterinária, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Brasil. Os dados foram obtidos de janeiro a julho do ano de 2018, relativos a amostras fecais encaminhadas para monitoramento parasitológico dos rebanhos. Para o diagnóstico utilizou-se a técnica de Gordon & Whitlock (1939) modificada, onde se quantificou ovos por grama de fezes (OPG) e oocistos por grama de fezes (OoPG). Das 385 amostras examinadas, 323 (83,90%) apresentaram resultado positivo. Destas, observou-se infecção simples em 155 (40,26%) e multiparasitismo em 168 (43,64%), com predominância de ovos da Superfamília Strongyloidea, presentes em 237 amostras (61,56%). Ademais, foram verificados os gêneros: Moniezia (6,81%), Superfamília Ascaroidea (3,38%), Strongyloides (2,86%) e Thichuris (0,78%), além de oocistos de coccídios, detectados em 212 amostras (55,06%). Com base nos resultados observados, conclui-se que, há elevada prevalência de helmintos gastrintestinais e oocistos de coccídios nas amostras processadas. Em suma, fica evidente a importância da realização do monitoramento do rebanho através dos exames coproparasitológicos e a partir destas informações, a adoção de medidas terapêuticas e profiláticas para controle de enfermidades que envolvem estas parasitoses.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

PREVALÊNCIA DE PARASITOS GASTRINTESTINAIS, EM FEZES DE BOVINOS ANALISADAS NO LABORATÓRIO DE DOENÇAS PARASITÁRIAS /UFPEL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/99977. Acesso em: 31 out. 2026.